Produtos da cantora são retirados das prateleiras após risco à saúde de mulheres e bebês
Alguns perfumes da coleção de Rihanna foram recolhidos das lojas no Reino Unido após a identificação de ingredientes que podem causar alergias e até afetar a saúde reprodutiva de mulheres e bebês. A medida foi anunciada pela rede varejista Savers, presente no Reino Unido e Irlanda, que detectou substâncias proibidas em lotes dos perfumes “Kiss by Rihanna” e “Riri by Rihanna”.
Ingredientes nocivos e recall imediato
Os compostos em questão são o hydroxyisohexyl 3-cyclohexene carboxaldehyde e o butylphenyl methylpropional, conhecidos popularmente como Lyral e Lilial. O Lyral foi banido devido ao alto número de reações alérgicas, enquanto o Lilial foi retirado da lista de ingredientes aprovados para cosméticos por suspeitas de prejudicar o sistema reprodutivo feminino e o desenvolvimento fetal.
A rede Savers comunicou oficialmente que está promovendo a devolução dos produtos afetados, oferecendo reembolso integral aos consumidores que adquiriram os perfumes nas lojas físicas. A recomendação é que os clientes levem os frascos ao ponto de compra para receber o valor pago.
Impacto e contexto da proibição
As restrições a esses ingredientes no Reino Unido começaram em 2022, reforçando o compromisso com a segurança dos consumidores, especialmente das mulheres e pessoas grávidas, que podem ser mais vulneráveis a certos químicos presentes em fragrâncias.
O recolhimento dos perfumes de Rihanna levanta questões sobre a circulação desses produtos em outros mercados, incluindo o Brasil e os Estados Unidos, e se ações semelhantes serão adotadas para proteger a saúde pública.
Reflexões para a comunidade LGBTQIA+
Além da importância da vigilância sobre os ingredientes cosméticos, essa situação toca em um aspecto sensível para a comunidade LGBTQIA+: o direito ao cuidado e à segurança na escolha de produtos de beleza e bem-estar. A representatividade de artistas como Rihanna inspira a diversidade, mas é fundamental que os produtos associados a essas figuras também respeitem e protejam a saúde de todes.
Este episódio reforça a necessidade de mais transparência e responsabilidade das marcas, além de um olhar atento da comunidade para os riscos invisíveis que podem afetar especialmente corpos marginalizados. Afinal, o autocuidado é também uma forma de resistência e afirmação identitária.
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