Não foi só na música que o Brasil foi palco para manifestações artísticas ligadas à comunidade LGBT. Em 2011 a produção cultural bombou e se atentou para a importância de expor a diversidade sexual.
É por isso que fizemos uma seleção dos maiores destaques ligados à cultura que rolou neste ano.
Confira!
Música
O ano foi delas:
Rihanna,
Katy Perry,
Ke$ha e
Britney Spears, que se apresentaram no Brasil. Algumas bem mais talentosas que outras, mas todas com seu estilo próprio. Afinal, o que foi o show da Ke$ha? Quem foi está até hoje se perguntando: senso de noção, cadê?
Cinema
Finalmente, em 2011, depois de três anos, o filme "
Elvis & Madona", de Marcelo Laffitte, conseguiu entrar em cartaz nos cinemas. O longa, exibido em 2009 no Festival Mix Brasil, conta a história de Madona (Igor Cotrim), uma travesti cabeleireira, e Elvis (Simone Spoladore), fotógrafa que faz bicos como motogirl, que acabam se apaixonando.
Já o belíssimo curta "
Eu Não Quero Voltar Sozinho", de Daniel Ribeiro, venceu o Festival de Cinema Gay do Reino Unido. O curta retrata a rotina de um adolescente cego que se apaixona por um amigo.
Enquanto uns ganham prêmios, outros são censurados. Infelizmente, o filme "
Dzi Croquettes" foi censurado em um Festival de Cinema da China. Por lá alegaram "conteúdo não apropriado ao púbico local".
Almodóvar, recentemente, lançou o que muitos afirmam ser um de seus melhores filmes:
A Pele que Habito. O longa surpreende desde o início levando para o questionamento a identidade de gênero.
Televisão
Na TV, o ano foi babado! Logo no começo tivemos o Big Brother Brasil 11 com uma participante transexual,
Ariadna, que não durou muito na casa! Na mesma linha de reality show, só que menos invasivo, o programa de namoro
Luv MTV teve o tão famigerado beijo gay. Aliás, um só não, rolou dois beijões na atração, que também exibiu uma versão só para meninas!
No programa da Eliana, do SBT, um concurso até então inusitado para a TV:
bate cabelo! Diversas drags foram ao palco soltar o pescoço e balançaram muito a peruca.
"Ai, como eu tô bandida!". O bordão se imortalizou no personagem de Rodrigo Sant'Anna, da dupla Valéria & Janete (Thalita Carauta), do programa Zorra Total. O quadro não só gerou novas gírias à comunidade gay como aumentou a audiência da atração.
Novelas
Teve de tudo na teledramaturgia: de bicha afetada à transexual. Em "
Morde & Assopra", de Walcyr Carrasco, o personagem Áureo (André Gonçalves) fez de tudo pra ficar com o peão dos sonhos, Josué (Joaquim Campos). E conseguiu! Os dois terminaram juntos!
"Insensato Coração", da TV Globo e escrita por Gilberto Braga e Ricardo Linhares, foi uma novela e tanto. Apoiou a causa gay, gerou polêmica, sofreu censuras… enfim! A cada capítulo um babado, como a
morte do personagem Gilvan (Miguel Roncato), em cena forte, para retratar a violência homofóbica que milhares de homossexuais sofrem no país.
Atualmente no ar,
"Fina Estampa" vem dando o que falar com o personagem afetado Crô (Marcelo Serrado), que bem ou mal já caiu no gosto do público por ser divertidíssimo. Teve também boatos de que Tereza Cristina, personagem vivida por Christiane Torloni seria transexual. É esperar pra ver.
Teatro
Nos palcos, o musical
"Hedwig e o Centímetro Enfurecido" teve em seu elenco o ator global Pierre Baitelli. A peça conta a história de um rapaz transexual que faz uma cirurgia de mudança de sexo, mas acaba ficando com um "pedaço" de seu órgão sexual masculino.
"O que terá acontecido com Rosemary?" teve em cartaz em São Paulo. A peça mostra a disputa entre as irmãs Rosemary e Betty Blue, ávidas para conquistar a fama e o sucesso. A mãe delas, Mammy Blue, tem preferência por Betty Blue, a filha mais talentosa. Rosemary decide então se vingar da irmã. Interpretando a mãe e as filhas: os atores Kadu Veríssimo, Júnior Brassalotti e Luiz Fernando Almeida.
Michês foram a grande inspiração para os diretores Sebah Vieira, de "Garotos Noturnos", e de René Ramos, de "Garotos da Noite". As duas peças, de maneiras diferentes, retrataram o submundo desses profissionais do sexo.
Artes
O talentoso fotografo Pedro Stephan realizou uma exposição individual em Portugal com o seu trabalho
"A Rainha da Lapa", que relata a historia da travesti Luana Muniz, que é empresária, produtora cultural e responsável pelas trânsgeneros que circulam a noite pelo bairro