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A Capa é um portal LGBT+ com notícias atualizadas sobre cultura, entretenimento, política, diversidade e a comunidade LGBTQIA+. Confira os destaques de hoje.

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Arte para se entender

Olá leitoras, quero agradecer em nome de M. as respostas encorajadoras que recebeu de vocês nesta última semana.

Aproveito para lembrar a leitora Claudia, que achou a história um tanto apelativa, que vivemos sim num país livre, porém nossa liberdade é tolhida de várias formas e por isso, nós que aqui estamos e nos mostramos como “um pouquinho mais corajosas”, devemos auxiliar as que por um motivo ou outro não exercem sua homossexualidade levantando bandeiras ou dando a cara a bater. Nem todas nós nascemos guerreiras, daquelas que puxam suas armas e vão à luta: algumas permanecem guerreando solitárias em suas vidas e buscam, por meio de exemplos, o melhor jeito para exercerem sua sexualidade.

Por esse e outros motivos, essa semana eu trago para vocês exemplos nas artes que são muito úteis pela forma como apresentam e representam a nossa própria vida.

No cinema existem filmes maravilhosos que marcaram momentos e que até hoje permanecem como referência, como é o caso do filme Fome de Viver, estrelado por Catherine Deneuve, David Bowie e Susan Sarandon (The Hungry; EUA, 1983; Tony Scott). Esse foi o primeiro filme com temática lésbica que eu assisti. Eu tinha 12 anos quando minha irmã me levou para ver. Lembro-me que ao sair do antigo Cineclube Bixiga, imaginava como seria lindo se, no futuro, eu pudesse ser um pouquinho como a Miriam do filme.

Outro filme maravilhoso, que aconselho fortemente aos pais e adolescentes, é Fucking Amal (Suécia, 1998; Lukas Moodyson). Uma adolescente vivendo numa pequena cidade do interior da Suécia descobre sua sexualidade ao se apaixonar pela garota mais popular da escola, em meio aos anseios, dúvidas e medo da adolescência, as duas se tornam inseparáveis. É um filme lindo, leve e que mostra com simplicidade como a homossexualidade não é um bicho de sete cabeças.

Por fim, recomendo Aimée e Jaguar (Alemanha, 1999; Max Farbebock), que fala sobre o relacionamento de uma mulher judia e uma alemã em plena segunda guerra mundial; ou ainda Fogo (Canadá e Índia, 1997; Deepha Mehta), que conta a história de duas mulheres encurraladas na paisagem cultural em mudança da Índia moderna. Elas querem desesperadamente obedecer às tradições profundamente enraizadas, mas sentem-se divididas pelas suas necessidades e paixões, mostrando que o amor é forte.

Estes são apenas alguns exemplos dentro de tantos outros. Em literatura temos: O Bosque da Noite (Djuna Barnes, 1987), lançado pela editora portuguesa Relógio d`agua], que conta a história de uma bela jovem, Robin Vote, e de Nora e Jenny, as duas mulheres que desejam Robin e que são, eventualmente, destruídas pelas suas paixões.

As Horas (Michael Cunningan, 1999), livro que também virou filme, estrelado pelas maravilhosas atrizes Merryl Streep, Nicole Kidman e Julianne Moore, conta a história de três mulheres, vivendo em três épocas diferentes, (dentre elas a escritora Virgínia Woolf), mostrando seus medos, anseios e desejos.

O poço da solidão (Radclyffe Hall) foi publicado pela primeira vez em 1928, causou grande polêmica tendo sido proibido na Inglaterra. Durante muito tempo foi um livro de culto e passou a ser conhecido como a “Bíblia do Lesbianismo”, servindo como fonte de esclarecimento e apoio para mulheres em dúvida quanto à sua sexualidade.

Estes são apenas pouquíssimos exemplos que mostram com poesia e brilhantismo, que somente a arte nos remete, exemplos de histórias vivenciadas por mulheres lésbicas.

São exemplos que dedico a nós todas que amamos e batalhamos por uma vida digna e livre de julgamentos permeados por preconceitos; que criamos nossos filhos e tentamos mostrar a eles que vivemos num mundo onde vale a pena acreditar em nossos potenciais; que queremos poder exercer a liberdade que acompanha o rótulo de pais democrático, uma vez que pagamos nossos impostos como quaisquer outras mulheres, sem precisarmos temer quem quer que seja.

Através destas demonstrações artísticas, temos referências para o nosso mundo real, e talvez possamos nos inspirar para quem sabe não mais temermos a opressão, infelizmente ainda sentida por muitas de nós nesta sociedade.

Somente como ilustração e complementação vocês podem saber mais sobre livros no meu blog, deixando claro que o citado foi apenas um numero ínfimo dentro das grandes manifestações artísticas que temos com a temática LGBT.


* Regina Claudia Izabela é psicóloga e escreve semanalmente neste espaço. Participe, envie perguntas ou comentários para o e-mail claudia@dykerama.com.

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