Vídeo gravado em 2013, rejeitado pela cantora, viraliza e emociona fãs LGBTQIA+ com sua versão mais natural
Na última sexta-feira (13), uma verdadeira viagem no tempo tomou conta das redes sociais quando o clipe da música “Tá na Mira”, um dos primeiros hits da cantora Anitta, foi divulgado sem autorização oficial. Gravado em 2013, esse vídeo nunca havia sido lançado pela artista, que na época optou por não divulgar o material por não se sentir satisfeita com o resultado.
Ao ver o clipe circular, Anitta usou suas redes sociais para esclarecer a situação: “Queridos, eu não lancei nenhum clipe hoje. Qualquer coisa que tenha saído na internet foi vazado sem minha autorização por pessoas que já não fazem parte da minha equipe há tempos e agora vocês podem entender um pedacinho do porquê. Beijos”, afirmou.
Um olhar para a Anitta raiz
O clipe, que ficou engavetado por mais de uma década, mostra uma Anitta muito diferente da que o público está acostumado hoje. Com um visual 100% natural, sem os procedimentos estéticos que ela adotou ao longo dos anos, a artista interpreta uma prisioneira sedutora que tenta escapar de um cativeiro, em uma produção que, embora simples para os padrões atuais, representa um marco da sua trajetória inicial.
Em entrevista de 2019 para Maya Massafera, Anitta revelou seu descontentamento com o projeto: “Odiei um clipe chamado ‘Tá Na Mira’, que nem deixei sair, porque é horrível”. A divulgação repentina reacendeu o debate entre os fãs, que se dividiram entre a nostalgia e o choque com essa fase da cantora.
Repercussão entre fãs e comunidade LGBTQIA+
Nas redes sociais, muitos internautas brincaram com a situação, enquanto outros demonstraram empatia com a cantora, entendendo sua frustração com o vazamento de um trabalho que ela não aprovava. Comentários como “sem acreditar que estou vendo esse mico icônico depois de 12 anos” e “dá para entender o ranço dela, vazaram um material que ela claramente não aprovou” foram frequentes.
Para a comunidade LGBTQIA+, que acompanha Anitta desde o início, esse momento é também uma oportunidade de celebrar sua evolução e autenticidade. Ver a artista em sua versão mais natural e vulnerável, ainda nos primeiros passos da carreira, fortalece a identificação e admiração por sua trajetória de empoderamento e transformação.
O impacto cultural do clipe vazado
O clipe de “Tá na Mira” é mais do que um registro antigo; é um capítulo da história da música pop brasileira e da representatividade LGBTQIA+ no cenário nacional. Sua divulgação inesperada gera uma reflexão sobre os processos de autoconhecimento, as pressões da indústria e o direito dos artistas de controlar suas narrativas.
Anitta, que se tornou um ícone global e símbolo de diversidade e autoaceitação, mostra que cada fase de sua carreira tem valor, mesmo aquelas que ela mesma prefere deixar guardadas. Para a comunidade queer, essa revelação reforça a importância de abraçar a própria jornada, com todas as suas imperfeições e aprendizados.
Por fim, o vazamento do clipe é um lembrete da complexidade do mercado artístico e da necessidade de respeitar a autonomia dos criadores. É também um convite para celebrar a coragem de Anitta em se reinventar e ser autêntica, inspirando a comunidade LGBTQIA+ a viver sua verdade sem medo.
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