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“É mais grave matar um gay do que um pai de família?”, questiona parlamentar italiano

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A comunidade gay italiana está perplexa. Isso porque na quarta-feira (14/10), o Parlamento Italiano decidiu derrubar lei que criminalizaria a homofobia. Os partidos conservadores que se articularam para derrubar a lei anti-homofobia disseram que já existem penalizações para o "incesto, zoofilia, pedofilia e sadismo". Segundo o coletivo LGBT Arcigay, ao argumentarem dessa maneira, os conservadores igualam os homossexuais as categorias citadas. 

Para os ativistas, os parlamentares conservadores seguem as diretrizes do Vaticano: a estigmatização dos gay. Segundo membros do coletivo, hoje há uma caça as bruxas aos imigrantes e homossexuais que são promovidas pelas instituições italianas. Denunciaram também que há uma crescente perseguição por parte de neonazistas contra gays.

O parlamentar conservador Renato Farina escreveu um artigo no jornal "Il Giornale", que tem como proprietário o primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi, para justificar o seu voto contra a criminalização da homofobia: "Para mim, matar uma pessoa é o pior delito que existe contra Deus. Mas, à luz do sentido comum, enquanto dano social, pergunto: Estamos seguros que é mais grave matar um homossexual do que um pai de família?", questiona o parlamentar homofóbico.

A Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Navy Pillay, classificou tal situação como um "passo para trás" para os direitos LGBT. A Anistia Internacional expressaram a condenação com temor.

A deputada católica Paola Binetti, do Partido Democrático – autor da lei que propunha a criminalização da homofobia -, votou contra a lei. Em uma entrevista ao jornal "Corriere Della Sera" disse que o seu partido a conhecia quando a deixaram entrar e completou dizendo que teve a mesma postura de quando revelou ao partido que usa cilício e finalizou perguntando: "Afinal, o que pensavam? Que eu sou uma Zapatera? (em referencia ao primeiro ministro espanhol favorável aos direitos LGBT). Acredito que não?".

O secretário geral do Partido Democrático, Dario Franceschini, pediu a expulsão da parlamentar do partido.

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