Jornalista relata ataques homofóbicos e constrangimentos nos bastidores da atração do SBT
O jornalista Ney Inácio, que dedicou cerca de 23 anos ao Programa do Ratinho, revelou recentemente uma dura experiência de humilhações e homofobia nos bastidores da atração do SBT. Em um relato emocionado nas redes sociais, ele contou que foi alvo e testemunha de atitudes e comentários ofensivos por parte do apresentador durante sua longa trajetória na emissora.
Ney Inácio, que se tornou um dos profissionais mais antigos do programa, deixou a emissora em 2020, em meio à pandemia, enquanto enfrentava um tratamento contra o câncer. Após sua saída, venceu uma ação trabalhista contra o SBT e recebeu indenização, mas as marcas do que viveu nos bastidores seguem presentes.
Humilhações e ofensas homofóbicas nos bastidores
De acordo com Ney, o apresentador utilizava expressões depreciativas ligadas à orientação sexual, criando um ambiente hostil e desrespeitoso. Um dos episódios que mais o incomodou foi a prática de tocar a música “Pavão Misterioso”, de Ney Matogrosso, sempre que ele entrava no palco — uma forma clara de debochar da sua identidade. Mesmo após pedir para que parassem com essa provocação, o pedido não foi atendido.
Além disso, Ney relatou ter sido humilhado publicamente durante uma participação no programa, chegando a deixar o palco diante do constrangimento. Ele também afirma possuir registros em vídeo dessas situações, que foram retirados da internet posteriormente.
Impacto e repercussão
Essas denúncias vêm à tona em um momento em que o debate sobre respeito e diversidade nos ambientes de trabalho, especialmente na televisão, está mais forte do que nunca. A exposição dessas histórias ajuda a abrir espaço para conversas essenciais sobre o combate à homofobia e ao preconceito estrutural que ainda permeiam muitos setores da mídia.
Para a comunidade LGBTQIA+, casos como o de Ney Inácio revelam a urgência de ambientes profissionais mais inclusivos e respeitosos, onde a identidade de cada pessoa seja valorizada e protegida. O relato do jornalista ressoa como um chamado à reflexão e mudança dentro dos bastidores da televisão brasileira.
As histórias de Ney Inácio não apenas expõem a dura realidade que muitos enfrentam, mas também fortalecem a luta por representatividade e dignidade. Que esses relatos sirvam de impulso para que o meio artístico e midiático abracem a diversidade com mais empatia e responsabilidade, reconhecendo a importância de acolher todas as vozes, especialmente as LGBTQIA+.