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Feira LGBT teve palestra sobre saúde lésbica

Segundo dados de várias pesquisas internacionais, as mulheres homossexuais são as mais vulneráveis em termos de qualidade de vida e de saúde. Sabendo disso, a organização da Feira Cultural LGBT promoveu ontem, às 14h, a oficina “Erotismo e cuidados de si para mulheres que curtem mulheres”, ministrada por Deborah Malheiros, da Coordenação de Políticas para Diversidade Sexual do Governo do Estado, e Irina Bacci, Coordenadora do Centro de Referência da Diversidade da cidade de São Paulo.

Os dados apresentados por Irina e Débora assustam: se comparada à população de mulheres heterossexuais, a população de lésbicas apresenta maior porcentagem de câncer de mama, tabagismo, consumo de álcool, sobrepeso, além de realizarem menos exames preventivos. O principal motivo para isso seria a baixa auto-estima – gerada pelos preconceitos e repressão social sofridos – já que quem não se gosta costuma se cuidar menos. As participantes da oficina serviram como exemplo: muitas mulheres nunca haviam feito Papanicolau ou evitavam ir ao ginecologista, por vergonha ou por terem sido maltratadas por alguns médicos absolutamente ignorantes e preconceituosos.

As principais Doenças Sexualmente Transmissíveis adquiridas pelas lésbicas são Herpes, HPV, Vaginose Bacteriana e Sífilis, principalmente por meio da troca de fluidos no sexo, como em posições vagina-com-vagina (tribadismo), do compartilhamento de dildos e vibradores sem o uso ou a troca de camisinha, e da penetração com unhas compridas, que pode provocar cortes não visíveis no interior da vagina e favorecer a contaminação por microorganismos. Dados da Grande São Paulo mostram que 33,8% das lésbicas têm vaginose, enquanto somente 6% das heterossexuais apresentam a doença.

Durante a oficina, Irina e Débora mostraram quais técnicas podemos usar para nos prevenir de DSTs e outras doenças: a utilização do Dental Dam, camisinhas, luvas, dedeiras e a camisinha feminina (veja algumas fotos no álbum). Todas estas “estratégias”, porém, são adaptadas, já que não há nada criado especialmente para o público lésbico.

Após a oficina, conversamos com Débora e Irina. Perguntamos se elas percebem que as lésbicas estão tomando mais consciência nos cuidados com o corpo. Irina diz que não, que as lésbicas em sua maioria ainda se escondem, não buscam informações sobre sua saúde e seus direitos e que o Sistema de Saúde não está preparado para lidar com homossexuais femininas. Afirma que este “descaso” do sistema de saúde na verdade é um problema com o corpo feminino, já que enquanto existem grandes programas do governo para as transexuais femininas, o homem transexual (pessoa com corpo feminino que fez a transição para corpo masculino) está completamente excluído do sistema de saúde.

Sabendo da relevância destas questões, o Dykerama irá publicar, em breve, uma série de matérias com dicas de saúde para as mulheres lésbicas. Aguarde!

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