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FIFDH 2026: Cinema e resistência LGBTQIA+ contra autoritarismos

FIFDH 2026: Cinema e resistência LGBTQIA+ contra autoritarismos

Festival de Direitos Humanos em Genebra destaca lutas queer e desafios globais em defesa das liberdades

Em Genebra, Suíça, o Festival Internacional de Cinema e Fórum sobre Direitos Humanos (FIFDH) abriu sua 24ª edição unindo arte, ativismo e resistência sob o tema “Resistindo ao Autoritarismo”. De 6 a 15 de março, o evento oferece uma programação diversa com 35 documentários, 9 filmes de ficção, 12 curtas e 21 fóruns, conectando cineastas, ativistas e público em uma poderosa declaração contra as ameaças crescentes às liberdades fundamentais.

Um manifesto queer para abrir o festival

O palco foi inaugurado pelo rapper suíço queer Dibi, cuja performance eletrizante trouxe à tona a potência da cultura LGBTQIA+ como forma de resistência. Com versos que exaltam a luta contra o patriarcado, Dibi reafirmou: “Somos o novo hardcore. A forma como desmontamos um mundo patriarcal é hardcore.” Sua presença ressoou como um grito de coragem e autenticidade, ecoando entre as paredes do festival e reacendendo a chama da militância queer no cenário europeu.

Autoritarismo em foco: alerta das Nações Unidas

Volker Türk, Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, destacou em seu discurso a gravidade do momento global, com mais de 60 conflitos armados ativos e um aumento chocante nos ataques a instalações de saúde. Ele alertou para o perigo de normalizarmos o sofrimento e apontou o padrão autoritário que se repete em várias nações: cerceamento do espaço cívico, perseguição a defensores dos direitos humanos e culpabilização de minorias, incluindo pessoas LGBTQIA+.

Direitos LGBTQIA+: avanços frágeis e retrocessos urgentes

Entre os temas debatidos, o festival chama atenção para os ataques recentes às pessoas trans, como a revogação retroativa de documentos de identidade trans no estado de Kansas, EUA. Este retrocesso serve de alerta para a comunidade LGBTQIA+: as conquistas em direitos não são lineares nem definitivas, exigindo vigilância e mobilização contínuas.

Arte, exílio e resistência: histórias que inspiram

A obra que abriu o festival, A Fox Under a Pink Moon, acompanha a jornada de uma jovem artista afegã buscando asilo na Europa, evidenciando a intersecção entre migração, arte e resiliência. O encerramento terá a estreia suíça do filme Le Cri des gardes, da renomada diretora francesa Claire Denis, que estará presente para dialogar com o público.

Vozes que representam e desafiam

O festival também se destaca pela presença de figuras importantes, como a autora palestina Adania Shibli, que integra o júri, após ter sua premiação cancelada em Frankfurt em 2023, e a ativista turca Zafer Kızılkaya, premiado ambientalista que falará sobre conservação marinha e rewilding, temas que dialogam com justiça social e ambiental.

Adèle Haenel, atriz francesa que abandonou a indústria cinematográfica em protesto contra abusos e violência de gênero, trará sua perspectiva em um painel que conecta movimentos feministas, LGBTQIA+ e solidariedade com a Palestina, mostrando as múltiplas camadas da luta por direitos humanos.

O impacto cultural do FIFDH para a comunidade LGBTQIA+

O festival reafirma que o cinema é uma poderosa ferramenta de visibilidade e transformação social, especialmente para as pessoas LGBTQIA+, que enfrentam ataques autoritários em diversos países. Em um momento em que direitos conquistados parecem ameaçados, o FIFDH não só denuncia essas violências, mas também celebra a criatividade, a coragem e a resistência queer, reforçando a importância de espaços seguros e representativos.

Ao reunir narrativas diversas e ativistas engajados, o festival inspira a comunidade LGBTQIA+ a continuar resistindo e reinventando suas formas de existir e lutar. Mais do que um evento cultural, o FIFDH se torna um farol de esperança e um chamado à ação global contra a opressão.

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