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Fotógrafo brasileiro disputa Oscar e eleva a arte LGBTQIA+ no cinema

Adolpho Veloso, paulista de 37 anos, concorre ao Oscar de Melhor Fotografia com trabalho em filme na Netflix
Fotógrafo brasileiro disputa Oscar e eleva a arte LGBTQIA+ no cinema

Adolpho Veloso, paulista de 37 anos, concorre ao Oscar de Melhor Fotografia com trabalho em filme na Netflix

O Oscar 2026 está chegando e, junto com a emoção da premiação, cresce também o orgulho pela representatividade brasileira na maior festa do cinema mundial. Além do destaque para o filme “O agente secreto”, que carrega quatro indicações, o Brasil celebra a presença do talentoso diretor de fotografia Adolpho Veloso, paulista de 37 anos, indicado na categoria de Melhor Fotografia.

Um olhar que transforma a narrativa visual

Adolpho Veloso brilha ao assinar a fotografia do longa “Sonhos de Trem”, disponível na Netflix e estrelado por Joel Edgerton. Com formação na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo, Veloso traz para as telas uma sensibilidade única, que traduz emoções e profundidades de maneira cênica, sensível e envolvente. Seu trabalho não apenas destaca o filme, mas também impulsiona a visibilidade de profissionais LGBTQIA+ no cenário audiovisual, mostrando que o olhar diverso transforma e enriquece a arte.

Trajetória que inspira

Além do cinema, Veloso já colaborou em videoclipes de grandes artistas brasileiros, como a icônica parceria entre Pabllo Vittar e Gloria Groove em “Ameianoite”. Essa conexão com a cultura pop LGBTQIA+ reafirma seu compromisso com a diversidade e a representatividade, impactando diretamente na construção de narrativas mais inclusivas.

O reconhecimento internacional veio também pelo convite para ser diretor de fotografia do próximo filme “Remain”, dirigido por M. Night Shyamalan, conhecido por clássicos como “O Sexto Sentido” e “A Vila”. Essa parceria mostra que o talento brasileiro tem lugar garantido nos grandes centros do cinema mundial, abrindo portas para vozes e olhares que até pouco tempo eram sub-representados.

O Oscar e a diversidade brasileira em evidência

O Brasil vive um momento de destaque no Oscar. Após a vitória histórica do filme “Ainda Estou Aqui” na categoria de Melhor Filme Internacional no ano anterior, a expectativa está alta para “O agente secreto”, que disputa nas categorias de Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Filme.

Com isso, a indicação de Adolpho Veloso na categoria de Melhor Fotografia não só celebra a excelência técnica, mas também coloca em evidência a importância da diversidade na produção audiovisual. É um convite para que as histórias e os talentos LGBTQIA+ ganhem cada vez mais espaço e reconhecimento, refletindo a pluralidade da sociedade.

Essa presença vibrante na premiação mundial representa um avanço cultural que reverbera dentro da comunidade LGBTQIA+, estimulando jovens artistas a acreditarem em seus sonhos e a buscarem protagonismo em todos os campos da arte.

O trabalho de Adolpho Veloso é uma prova de que a fotografia no cinema é mais do que técnica; é um ato político e poético que pode transformar percepções, abrir diálogos e construir pontes entre diferentes identidades. Sua trajetória inspira e celebra a potência criativa da comunidade LGBTQIA+ brasileira, mostrando que o talento e a diversidade caminham juntos rumo ao reconhecimento global.

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