As milícias iraquianas foram denunciadas hoje pela ONG Human Rights Watch (HRW) por promoverem uma campanha contra homossexuais, torturando e matando, sob a passividade das autoridades locais.
De acordo com comunicado, a ONG exige que o governo iraquiano atue imediatamente contra essas organizações armadas, para que se evite novos casos de violência.
A campanha homofóbica começou no bairro de Bagdad de maioria xiita "Sadr City" e se estendeu, mais tarde, a várias cidades do país.
"Quatro homens armados mascarados e vestidos de negro invadiram a casa. Perguntaram por ele, lhe insultaram e o levaram diante de seus pais. Foi achado no bairro no dia seguinte. Tinham jogado seu cadáver no lixo. Teve os genitais cortados e uma parte da garganta arrancada", diz o relato de um companheiro de uma das vítimas da campanha, cujo nome foi mantido em sigilo pela HRW.
Denúncias feitas à ONG, acusam às forças de segurança de estarem envolvidas nos atos.
A lei iraquiana não considera delito a conduta homossexual estipulada voluntariamente entre dois adultos. Porém, como a lei islâmica condena a prática, as milícias alegam atuar sob a lei. Em contrapartida, a ONG reitera que processos de tortura ao qual são submetidos os homossexuais não condizem com os princípios do islã, por isso, devem ser cessados.
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