Um grupo formado pela ONGs AGLT, Ipê Rosa, GLG e Astral realizará hoje, 9/8, às 17h, um protesto contra o Banana Shopping em Goiânia e sua atitudes homofobicas. A manifestação será realizada na entrada principal do shopping. Ontem, 8/8, um grupo de 19 estudantes da UFG (Universidade Federal de Goiás) foi supostamente agredido pela segurança do shopping depois de alguns casais de gays terem demonstrando afeto em público. As vítimas do preconceito ainda prometem acionar judicialmente o shopping pelo tratamento discriminatório e pelo constrangimento criado, desrespeitando o artigo quinto da Constituição Federal, que proíbe a discriminação por sexo. A Advogada Helena Carramaschi levou ao conhecimento do Gerente de Direitos Humanos de Goiás, Oto Glória, o pedido de afastamento de dois policiais militares que agiram abusivamente durante o conflito. O casal de lésbicas Íris e Andréia, que mantém união estável há um ano, foram surpreendidas pela agressão dos seguranças. Para Íris, “em pleno mês da Visibilidade Lésbica, não é possível tolerar um comércio que possui autorização da prefeitura para funcionar, discriminando mulheres como eu e minha companheira”. Marcelo Perilo, um dos agredidos, diz que “a organização do shopping deixou bem claro que os homossexuais não podem trocar afetos no local”. Assim como Marcelo, Lucas Fortuna, estudante, agredido junto com seu namorado, espera que o episódio sirva para “os vereadores derrubarem o veto do prefeito ao projeto que proíbe discriminação em Goiânia e que a Assembléia legislativa apresente um projeto proibindo a discriminação de homossexuais em todo estado”. Caso o manifesto não resolva, os ativistas prometem promover uma passeata contra a discriminação no dia 28 de agosto, saindo da Rua do Lazer em direção ao shopping.