Na 10ª temporada, queens eliminadas retornam para uma disputa de looks que revelou sabotagens e confirmou Jane como favorita
Em um episódio eletrizante da 18ª temporada de RuPaul’s Drag Race, a dinâmica da competição mudou completamente com o retorno simbólico das queens eliminadas, que trouxeram à tona intrigas, sabotagens e um desafio de moda inédito.
O desafio da bagagem: quando o passado pesa na passarela
Ao invés de ver as queens eliminadas voltando fisicamente para a disputa, o desafio trouxe uma surpresa: as participantes tiveram que criar seus looks usando as malas que elas mesmas haviam guardado no início da temporada, mas que foram embaladas e deixadas de lado. Cada uma das sete queens restantes escolheu uma mala de uma colega eliminada para montar seu figurino para a passarela temática “festa”.
Jane Don’t, Juicy Love Dion, Kenya Pleaser, Darlene Mitchell, Discord Addams, Nini Coco e Myki Meeks receberam materiais variados, mas não esperavam encontrar verdadeiros desafios: Jane e Darlene, por exemplo, tiveram que trabalhar com retalhos e tecidos remendados, claramente uma tentativa de sabotagem de Ciara Myst e Athena Dion, respectivamente.
Sabotagem e criatividade em alta
Apesar dos obstáculos, Jane Don’t brilhou ao transformar os tecidos mais simples em um vestido deslumbrante, recebendo elogios calorosos dos jurados, incluindo a lendária supermodelo Iman. Juicy Love Dion, que já enfrentou altos e baixos na temporada, também se destacou ao incorporar dicas da produção para valorizar sua silhueta, enquanto Discord impressionou com a ousadia de usar mil alfinetes de segurança, transformando-os em um elemento fashion.
No tradicional momento de “reading”, a sátira e o humor ácido não faltaram, com Myki Meeks levando a melhor com suas provocações afiadas contra as colegas, numa competição que reforça o espírito da comunidade drag: diversão, crítica social e muita personalidade.
Jane Don’t confirma favoritismo com terceira vitória
O ponto alto da noite foi a batalha no lip sync entre Jane Don’t e Kenya Pleaser ao som de “Feels Like Another One”, de Patti LaBelle. Apesar da performance energética de Kenya, Jane conquistou sua terceira vitória na temporada, consolidando-se como a grande favorita ao título.
Curiosamente, apesar das discordâncias sobre o uso das centenas de alfinetes de segurança por Discord, os jurados optaram por um episódio sem eliminações, premiando a qualidade geral dos looks apresentados.
Representatividade e força queer em evidência
Esse episódio de RuPaul’s Drag Race mostrou como a criatividade e resiliência são marcas da cultura drag, especialmente quando as queens enfrentam adversidades, seja na passarela ou na vida. O retorno simbólico das eliminadas trouxe à tona a importância do coletivo e do apoio mútuo, mesmo diante de sabotagens e rivalidades.
Para o público LGBTQIA+, acompanhar essa temporada é mais do que um entretenimento: é um espelho das batalhas diárias pela visibilidade, pela expressão autêntica e pela afirmação da identidade. Jane Don’t, com sua confiança renovada e talento inquestionável, inspira não só a competição, mas toda uma geração que luta para ocupar seu espaço com brilho e autenticidade.
Em tempos onde a diversidade é celebrada e desafiada, programas como RuPaul’s Drag Race reforçam o poder da arte drag como ferramenta de resistência cultural e empoderamento. Cada desafio, cada look e cada lip sync são atos políticos que afirmam a existência e a beleza da comunidade LGBTQIA+ no centro das atenções.