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Senegal, um exemplo no combate ao HIV

Os países da África Subsaariana continuam sendo os maiores infectados pelo vírus HIV no mundo. Embora as regiões central e ocidental da África tenham menos incidência de infecções pelo vírus HIV do que o sul e o leste, o continente continua registrando altos índices de novas infecções pelo vírus causador da Aids, o que tem preocupado entidades de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS). No sul e leste da África, cerca de 20 milhões de pessoas são portadoras do vírus HIV, quase quatro vezes mais do que nas regiões ocidental e central. Cerca de 310 mil pessoas morrem de doenças relacionadas ao agente todos os anos nas regiões ocidental e central da África. O número de mortes nas regiões leste e sul atingem 420 mil pessoas. Entidade como o Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV-Aids) e a Unicef não têm poupado esforços para combater a epidemia na região. Na contramão desse cenário amedrontador, o Senegal surge como um exemplo das políticas de combate e prevenção da doença, que viu o quadro de novas infecções ser reduzido em quase três quartos desde 2010. Hoje, o país tem apenas 0,4% de sua população infectada com o HIV, em comparação com 4,3% nos demais países da África Subsaariana. O Senegal foi o primeiro país da região Subsaariana a oferecer tratamento com medicamentos antirretrovirais. Desde 2003, o tratamento é fornecido gratuitamente pelo governo. Visando sucesso em sua política de prevenção, o governo senegalês estendeu o tratamento, principalmente, a usuários de drogas e profissionais do sexo – dois dos principais grupos com “comportamento de risco”, segundo a OMS. No Senegal, profissionais do sexo são obrigados a manterem exames sorológicos em dia. Aqueles que forem diagnosticados como portadores da moléstia, não são impedidos de continuarem trabalhando, desde que mantenha o tratamento em dia e a carga viral indetectável. Segundo a Unaids, depois que o governo adotou essas medidas, a incidência de casos de infecção por HIV entre profissionais do sexo caiu de 28% em 2002 para 7% em 2016. No país africano, o HIV se tornou um problema de todos: a população se une no combate à doença e o assunto é abordado por religiosos que fazem palestras sobre prevenção e combate à Aids nas mesquitas, grupos ativistas etc. Um grave problema no enfrentamento à doença no Senegal, entretanto, é a postura contrária à homossexualidade do governo senegalês. No país, ser homossexual pode acarretar em até cinco anos de prisão, o que impede essa população de pedir ajudar. O país não tem um controle sobre a incidência da doença nessa população, já que os gays têm medo de se assumir. Contudo, embora ainda tenha muito a ser feito, o Senegal é um exemplo de que mesmo um país pobre pode combater a epidemia de HIV-Aids quando toda a população e os órgãos públicos se unem. Para se ter uma ideia da pobreza do país, em 2016 o produto interno bruto (PIB) de Senegal foi de US$ 39.72 bilhões (pouco mais de R$ 100 bilhões). No Brasil, no mesmo ano, o PIB do país foi estimado em R$ 6,266 trilhões – levando em consideração que a economia nacional enfrentava o auge da crise, com retração de 3,6% no PIB. Com informações do site Opinião & Notícia

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