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Trilha sonora de Dona Beja chega aos streamings com releituras ousadas

Álbum oficial da novela mistura ritmos históricos e modernos em homenagem à força da protagonista
Trilha sonora de Dona Beja chega aos streamings com releituras ousadas

Álbum oficial da novela mistura ritmos históricos e modernos em homenagem à força da protagonista

A partir de 5 de março, a trilha sonora da novela Dona Beja está disponível nas principais plataformas de streaming, trazendo uma experiência musical que vai além da simples ambientação histórica. Produzida pela Floresta, a obra sonora propõe uma releitura vibrante e contemporânea da história da icônica mulher que marcou Araxá, Minas Gerais, no século XIX.

Uma fusão musical que transcende o tempo

O time por trás da produção musical — Lucas Marcier, Fabiano Krieger e Rogério da Costa Jr. — buscou traduzir a potência de uma mulher à frente do seu tempo, misturando elementos sonoros do passado com a linguagem do século XXI. Como explica Krieger, “pegamos um caldeirão de referências e misturamos: viola com orquestra, com congada mineira, com lundu e elementos da música africana como um todo”. Essa combinação cria um cenário sonoro rico e diverso, que dialoga tanto com a história quanto com o público contemporâneo.

Releituras que encantam e provocam

O álbum apresenta versões inéditas de músicas muito queridas pelo público, como “Blues da Piedade” (Cazuza/Frejat), “Pérola Negra” (Luiz Melodia), “O Meu Amor” (Chico Buarque), “Meu Pedaço de Pecado” (João Gomes), “Leilão” (Gloria Groove), “Cheguei” (André Vieira/Wallace Vianna) e até o clássico internacional “Wicked Game” (Chris Isaak). Essas faixas foram regravadas para garantir uma integração harmônica com a narrativa da novela, usando instrumentos da época e técnicas modernas de produção.

Especialmente marcante é a releitura de “Blues da Piedade”, que reflete a afronta e o julgamento social enfrentados por Dona Beja em sua trajetória, capturando a força e a resistência da personagem diante dos olhares reprovadores da sociedade da época.

Ambientes sonoros que contam histórias

A trilha sonora também se destaca por usar a música para demarcar os diferentes espaços da trama. Os bailes na Corte de Dom Pedro, por exemplo, recebem uma abordagem mais tradicional e fiel à época, enquanto a taberna ganha uma energia contagiante com o lundu animado. Já a chácara da protagonista é onde a modernidade musical brilha, incorporando elementos de funk carioca e música de cabaré, com percussões sinfônicas e quartetos de cordas que aproximam o som do século XXI.

Para coroar essa diversidade, o álbum inclui “Ilê Ifé”, uma composição original do pernambucano Juliano Holanda, gravada em iorubá. A canção traz uma profunda conexão com as raízes ancestrais, reforçando a potência da narrativa de Dona Beja.

Um projeto que celebra a força feminina e a cultura mineira

Além da música, a novela Dona Beja é um marco audiovisual que traz à tona a história de uma mulher forte, que desafiou as convenções sociais de seu tempo. Produzida pela Floresta e licenciada pela Warner Bros. Discovery, a trama conta com um elenco estrelado, incluindo Grazi Massafera, David Junior, Bianca Bin e muitos outros talentos.

Com estreia em 2 de fevereiro na HBO Max e chegada prevista à TV aberta pela Band, a novela e sua trilha sonora são um convite para mergulhar na riqueza cultural e histórica de Araxá, com uma linguagem que fala diretamente ao público do século XXI.

Para a comunidade LGBTQIA+, a história de Dona Beja e sua trilha sonora representam mais do que um resgate histórico: são um símbolo de resistência e reinvenção. Assim como a protagonista, que desafiou padrões e viveu sua verdade, a música da novela traz uma mensagem de empoderamento e liberdade de expressão, celebrando a diversidade e a coragem de ser quem se é.

Essa fusão entre passado e presente na trilha sonora de Dona Beja reforça a importância de revisitar histórias com olhar inclusivo e inovador, mostrando que a arte pode ser um potente instrumento de transformação social e cultural dentro e fora da comunidade LGBTQIA+.

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