Evento reúne multidão e reforça a luta por saúde, inclusão e dignidade para LGBTI+ acima de 60 anos
Curitiba foi palco de um dos momentos mais emblemáticos da luta LGBTQIA+ em 2025: a 24ª Parada da Diversidade trouxe às ruas do Centro uma energia vibrante e uma mensagem urgente. O tema deste ano, “Envelhecer com orgulho: por saúde, bem-estar e políticas públicas sustentáveis”, iluminou um aspecto pouco debatido, mas crucial para a comunidade: o envelhecimento da população LGBTI+ e a necessidade de políticas públicas específicas para garantir seus direitos e qualidade de vida.
Envelhecimento com orgulho e a urgência das políticas públicas
O evento, que ocupou a Avenida Marechal Deodoro, entre a Travessa da Lapa e a Praça Zacarias, reuniu milhares de pessoas que ecoaram um pedido coletivo por mais atenção do poder público para as demandas da população LGBTQIA+ acima dos 60 anos. Clau Lopes, um dos organizadores, ressaltou que garantir um envelhecimento digno, com acesso à saúde, trabalho e respeito, é uma luta que precisa ser abraçada por toda a sociedade.
“Esse tema nos pesa muito, porque trata da população LGBT +60. Hoje estamos na rua para dizer que faltam políticas públicas para pessoas que envelheceram. Exigimos do poder público, da prefeitura e do governo, que atendam nossas pautas. Temos população trans, população LGBT em geral, e queremos que essas pessoas tenham seu final de vida com dignidade, com direito à saúde e ao trabalho. Queremos oportunidade e dignidade.”
O engajamento foi visível: apesar do tema tocar no delicado assunto do envelhecimento, a resposta da comunidade foi massiva, mostrando que toda pessoa, independentemente da idade, merece ser vista, respeitada e protegida.
“O tema é curioso, porque falar de envelhecimento talvez não atraia os mais jovens. Mas hoje ocupamos a Marechal Deodoro de fora a fora porque a comunidade entendeu que essa pauta é importante. Todo mundo vai ser idoso um dia.”
Cultura, resistência e celebração nas ruas
A 24ª Parada da Diversidade não foi só um ato político, mas uma celebração intensa de cultura e resistência. Com trios elétricos, apresentações artísticas e uma atmosfera de festa, o evento reforçou o sentimento de pertencimento e visibilidade da população LGBTI+. Organizada pela Associação Paranaense da Parada da Diversidade (APPAD) e pela produtora Púrpura, a manifestação em Curitiba reafirmou que a luta por direitos é contínua e precisa de cada vez mais aliados.
Para o público LGBTQIA+ e aliados, a parada foi um lembrete poderoso de que envelhecer com orgulho é um direito, e que as políticas públicas devem acompanhar essa realidade, promovendo saúde, bem-estar e inclusão social para todas as idades.
O movimento deixou claro: a diversidade não tem prazo de validade, e a luta por dignidade deve abraçar todas as fases da vida.
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