Após show histórico de Lady Gaga na praia de Copacabana, comunidade LGBTQIA+ carioca promove festa repleta de glamour e resistência
Rio de Janeiro foi palco de um momento inesquecível para a cena LGBTQIA+. Após a apresentação histórica da diva pop Lady Gaga na praia de Copacabana, que reuniu cerca de 2,5 milhões de pessoas, a comunidade ballroom da cidade organizou uma festa especial em sua homenagem: o Monster Ball. Esse baile não foi apenas uma celebração de brilho e estética, mas um espaço de afirmação e resistência para a comunidade queer carioca.
Um tributo cheio de arte, cor e autenticidade
Inspirada pela energia e pelo impacto cultural de Lady Gaga, a festa reuniu uma multidão vibrante entre membros da comunidade LGBTQIA+, artistas locais e fãs da cantora. Sob a curadoria das Houses of Mamba Negra e Bushido, tradicionais no cenário ballroom do Rio, o evento transbordou criatividade e glamour. As produções capilares exageradas, maquiagens dramáticas e figurinos futuristas foram o destaque da noite, revelando a potência estética que o ballroom carrega como forma de expressão e empoderamento.
A fotógrafa e diretora trans brasileira Roma Joana esteve presente para registrar os looks suados e intensos da noite, capturando a essência de um espaço onde a arte se mistura com a luta por visibilidade e direitos. Para Roma, o baile foi “um arquivo vivo da genialidade queer, uma noite em que as luzes do palco de Gaga ecoaram nos corações da nossa comunidade”.
O ballroom: um refúgio de resistência LGBTQIA+
O baile ballroom é muito mais que um evento festivo. Em tempos de crescente perseguição e violência contra pessoas LGBTQIA+ no Brasil, o espaço se torna um refúgio vital, onde identidades diversas são celebradas e protegidas. No Rio, essa cultura pulsa forte, e o Monster Ball se destacou como um momento para reafirmar o orgulho e a força da comunidade, enquanto homenageia uma artista que se tornou um ícone para muitas gerações de pessoas queer.
Essa conexão entre a performance grandiosa de Lady Gaga e o fervor do baile ballroom ilustra como a cultura pop e o ativismo queer se entrelaçam, dando voz e visibilidade a quem muitas vezes é silenciado.
Uma festa que transcende a música
Além da música e do espetáculo, o Monster Ball foi um espaço de encontro, troca e celebração da diversidade. A energia compartilhada entre os participantes, a construção coletiva da beleza e a afirmação das identidades mostram a importância desses eventos para o fortalecimento da comunidade LGBTQIA+ em cidades como o Rio de Janeiro.
Assim, o baile inspirado em Lady Gaga não foi apenas uma festa – foi um manifesto de amor, arte e resistência que reafirma o poder da cultura ballroom como ferramenta de transformação social.
Que tal um namorado ou um encontro quente?