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Drag Queens perdem renda após reeleição de Trump nos EUA

Comunidade drag enfrenta impacto financeiro e transfobia crescente durante segundo mandato de Donald Trump
Drag Queens perdem renda após reeleição de Trump nos EUA

Comunidade drag enfrenta impacto financeiro e transfobia crescente durante segundo mandato de Donald Trump

O segundo mandato de Donald Trump nos Estados Unidos tem gerado impactos profundos na vida pessoal e profissional das drag queens, especialmente aquelas que participaram do reality RuPaul’s Drag Race. Com a intensificação dos ataques à comunidade LGBTQIA+, muitas artistas relatam dificuldades financeiras e obstáculos para exercer sua arte com liberdade e segurança.

Transfobia e desafios para as drags trans

Aja, drag queen que se assumiu trans em 2021, revelou que já foi negada a emissão de um passaporte com marcador de gênero feminino, o que a expôs a um clima de extrema transfobia. Ela conta que essa situação torna o cotidiano nos EUA assustador para pessoas trans, mas reforça que sua visibilidade é fundamental para inspirar outras mulheres trans a viverem com dignidade e felicidade.

Outra participante da temporada 14, Bosco, que também é uma mulher trans, destacou como o acesso a tratamentos hormonais ficou muito mais difícil sob a administração Trump, com vários estados bloqueando esses serviços essenciais. Além disso, seu passaporte ainda indica gênero masculino, o que a impede de viajar por determinados países, como Dubai, por medo de ser detida injustamente.

Queda nas oportunidades e apoio corporativo

As drags também relatam uma redução significativa nas oportunidades de trabalho. Bosco observou uma queda nos cachês e um desinteresse crescente das marcas em apoiar eventos Pride ou patrocinar artistas drag. Daya Betty, da temporada 14, reforçou que o número de contratos para ações patrocinadas nas redes sociais diminuiu bastante, evidenciando um afastamento das grandes corporações da comunidade LGBTQIA+.

Irene the Alien, outra queen da competição, refletiu sobre a sorte de ter crescido em um momento de abertura para a diversidade, mas expressou a esperança de que as futuras gerações possam reabrir esse espaço de liberdade e inclusão.

Resistência e visibilidade como armas

Apesar das adversidades, Aja reforça que a visibilidade é uma arma poderosa contra o apagamento e a transfobia. Ela destaca a importância de mostrar ao mundo que pessoas trans podem ter vidas plenas e felizes, mesmo em contextos adversos. Bosco também acredita que a luta das drags deve continuar para garantir que as próximas gerações possam viver com mais segurança e respeito.

O reality RuPaul’s Drag Race All Stars segue sendo transmitido na Austrália pela plataforma Stan, e a comunidade LGBTQIA+ acompanha de perto tanto as disputas dentro do programa quanto as discussões importantes sobre direitos humanos e representatividade que ele traz à tona.

Este momento delicado para as drag queens nos EUA nos lembra que a luta por igualdade e respeito ainda é urgente — e que a arte drag, com sua força e coragem, permanece na linha de frente dessa batalha.

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