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Anitta celebra ritual Kuarup em homenagem aos povos do Xingu

Cantora e Luciano Huck participam do sagrado Kuarup, rito de cura e memória das aldeias indígenas do Mato Grosso
Anitta celebra ritual Kuarup em homenagem aos povos do Xingu

Cantora e Luciano Huck participam do sagrado Kuarup, rito de cura e memória das aldeias indígenas do Mato Grosso

Em uma conexão profunda com as raízes indígenas brasileiras, a cantora Anitta viveu uma experiência transformadora ao participar do ritual Kuarup, no coração do Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso. Junto com o apresentador Luciano Huck e o cineasta Bob K, a artista se entregou à cerimônia ancestral enquanto gravava um programa que promete mostrar a força e a beleza das culturas originárias.

Na aldeia Piaraçu, Anitta e Luciano tiveram o privilégio de conhecer o cacique Raoni, líder respeitado do povo Mẽbêngôkre-Kayapó, que aos 92 anos representa a resistência e a sabedoria indígena no Brasil e no mundo. Esse encontro foi mais que simbólico: uma ponte entre o universo urbano e a espiritualidade ancestral, um convite para refletir sobre a valorização e preservação dos povos originários.

O que é o ritual Kuarup?

O Kuarup é um dos rituais mais emblemáticos do Alto Xingu, reunindo diversas etnias entre os meses de agosto e setembro. Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ele marca o fim do luto e a libertação das almas daqueles que partiram, celebrando a vida e a memória em um ato coletivo de cura.

O momento mais impactante acontece quando troncos ornamentados são lançados nas águas, simbolizando a despedida e a renovação da vida. A origem do Kuarup remete à divindade criadora Mavutsinim, que deu origem ao mundo e aos primeiros seres humanos a partir da árvore que leva seu nome. Essa simbologia fortalece a conexão entre a natureza, a ancestralidade e o presente.

Importância cultural e homenagens

Em 2023, o ritual ganhou ainda mais significado ao homenagear Glória Maria, que se tornou a primeira mulher não indígena a receber a honraria máxima do Xingu. Suas filhas, Laura e Maria, seguiram os passos da mãe e participaram da cerimônia 16 anos após essa premiação, mostrando como a cultura indígena pode unir diferentes gerações e povos.

Para a comunidade LGBTQIA+, que busca cada vez mais visibilidade e reconhecimento, a presença de Anitta no Kuarup simboliza a importância do respeito às diversas identidades e tradições. Celebrar o ritual Kuarup é também celebrar a pluralidade cultural do Brasil e a força de quem luta para preservar suas histórias e territórios.

Ao compartilhar essa vivência, Anitta convida seu público a conhecer e valorizar os saberes indígenas, reforçando a necessidade de proteção ambiental e cultural. O ritual Kuarup, com sua beleza e significado, é um lembrete poderoso do elo sagrado entre o passado e o presente, que merece ser honrado e respeitado por todxs.

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