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Ativista desmente vereadores sobre recursos públicos na Parada LGBT+ de Jundiaí

Organizadora do evento reafirma independência financeira e combate preconceitos na cidade paulista
Ativista desmente vereadores sobre recursos públicos na Parada LGBT+ de Jundiaí

Organizadora do evento reafirma independência financeira e combate preconceitos na cidade paulista

Na última Parada LGBT+ realizada no Espaço Expressa, em Jundiaí, a presença de crianças no evento gerou polêmica e críticas por parte de alguns vereadores da cidade. Durante a sessão da Câmara Municipal, parlamentares como Madson Henrique e Rodrigo Albino questionaram a participação de menores de idade e afirmaram que o evento teria recebido recursos públicos.

Em resposta a essas acusações, Anna Clara Bueno, integrante da diretoria da ONG Movimento Aliados, organizadora da Parada, desmentiu categoricamente as declarações feitas pelos vereadores. Segundo ela, o evento não contou com financiamento público, e todos os custos foram cobertos por patrocinadores privados e voluntários dedicados.

Independência financeira e apoio privado

Anna Clara explicou que, apesar de terem buscado apoio junto à Prefeitura, nenhum recurso público foi liberado para a realização da Parada. “Essa é uma grande mentira contada pelo vereador Madson. Nós tentamos muito, mas não recebemos nada”, afirmou. O que houve, na verdade, foi a colaboração de vereadores como Mariana Janeiro, que ajudou com a doação de um gerador, mas sem utilização de verba pública.

Além disso, itens essenciais para o evento, como banheiros químicos, foram providenciados pela ONG e voluntários. A presença da Prefeitura no local se restringiu a cuidados com o patrimônio histórico e atendimento emergencial, sem envolvimento direto na organização ou custeio.

Liberdade, segurança e respeito às famílias

Sobre a presença de crianças na Parada, Anna Clara ressaltou que estavam todas acompanhadas por suas famílias e que o evento contou com uma segurança atenta para evitar qualquer situação inapropriada. A acusação de “adultização”, usada pelo vereador Albino para justificar críticas, foi contestada pela ativista, que explicou que o termo se refere a situações em que menores são sexualizados ou tratados como adultos, o que não aconteceu na Parada.

Ela também destacou a liberdade das pessoas se vestirem conforme desejam, especialmente considerando as altas temperaturas no dia do evento, e negou que tenha havido qualquer tipo de nudez ou sexualização no local.

Combate às mentiras e preconceitos

Anna Clara lamentou que alguns vereadores utilizem o espaço da Câmara para propagar informações falsas sem sequer terem participado ou dialogado com os organizadores. “O Legislativo está se tornando palco de falácias e mentiras”, frisou, apontando para a perpetuação do preconceito contra a comunidade LGBTQIA+ na cidade.

Ela também criticou o projeto de lei apresentado para proibir a participação de crianças na Parada, qualificando-o como uma medida infeliz e desrespeitosa às famílias que desejam celebrar a diversidade juntas.

A Parada LGBT+ de Jundiaí, organizada com muito esforço e apoio da comunidade, reafirma a importância da representatividade, do respeito e do combate ao preconceito, mostrando que a luta por direitos e visibilidade é feita com amor, união e responsabilidade.

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