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Viola, eliminada de Drag Race UK, responde a críticas e reafirma sua arte

A segunda eliminada da temporada 7 de Drag Race UK fala sobre os desafios, críticas e sua visão da drag como expressão artística
Viola, eliminada de Drag Race UK, responde a críticas e reafirma sua arte

A segunda eliminada da temporada 7 de Drag Race UK fala sobre os desafios, críticas e sua visão da drag como expressão artística

Viola, a segunda drag eliminada da sétima temporada de Drag Race UK, não se calou diante das críticas feitas tanto pelos jurados quanto por suas concorrentes durante o reality. A drag queen, natural de Coventry, entrou no terceiro episódio da competição um pouco abalada, após ter sido colocada entre as duas últimas no desafio anterior. Mesmo assim, ela mostrou sua musicalidade única — ela é violinista e já participou de outro reality musical drag — e marcou presença no desafio de grupo da semana.

Inspiração ousada e incompreendida

Para o desfile com o tema “Cuddly-Wuddly”, Viola escolheu um look inspirado em um ursinho de pelúcia ensanguentado, remetendo ao personagem Springtrap do jogo Five Nights at Freddy’s. A referência, entretanto, confundiu os jurados, que consideraram o visual mais parecido com uma fantasia do que com um traje de drag. Apesar disso, Viola defendeu sua escolha e celebrou o fato de a roupa ter gerado discussões importantes sobre os limites e a diversidade da arte drag.

“Eles disseram que eu não podia fazer essa referência, mas depois uma colega mencionou exatamente isso na confessional. Foi ótimo ver que as pessoas começaram a pensar sobre o que realmente é drag”, afirmou Viola.

Entre críticas e autoconhecimento

Durante o programa, Viola enfrentou não só o julgamento da bancada, mas também a resistência das próprias concorrentes. Ela foi chamada de “barulhenta”, criticada por cantar no desafio ao invés de atuar como rapper, e rotulada como a maior “dor de cabeça” do elenco. Mesmo assim, ela manteve sua autenticidade e não quis mudar para agradar.

“Eles disseram que eu falo demais, mas estou na TV, não vou ficar calada. Tento ser eu mesma, mesmo que isso incomode”, contou a drag queen, que depois tentou moderar um pouco sua personalidade para evitar conflitos, mas se sentiu limitada ao fazer isso.

Relações tensas e amizades inesperadas

Viola revelou que uma das colegas que mais a provocou foi a drag galesa Catrin Feelings, que dizia estar apenas brincando, mas cujas provocações acabavam mexendo com ela. “Não conseguia entender, achava que ela me odiava”, disse Viola, que também contou ter visto surgir uma possível nova amizade — ou quem sabe romance — entre Catrin e outra participante, Tayris Mongardi, de Brighton, Inglaterra.

Drag como expressão plural

Para Viola, o programa serviu para mostrar que a drag é uma arte plural e que deve abraçar toda a sua diversidade — do glamour ao estranho e do bizarro ao andrógino. “Precisamos aceitar todos os tipos de drag, mesmo que nem sempre sejam compreendidos em um reality. Estou feliz por ter trazido essa conversa à tona”, declarou.

Com a eliminação, Viola deixou a competição, mas garante que continuará expressando sua arte sem medo e que o público pode acompanhá-la em suas redes sociais para ver mais desse universo cheio de nuances.

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