Grifes e ícones como Kendall Jenner protagonizam passarelas que exaltam diversidade e resistência
A Semana de Moda de Paris Primavera/Verão 2026 foi um verdadeiro palco de revolução estética e política, onde grifes renomadas e ícones como Kendall Jenner desafiaram o conservadorismo e trouxeram para as passarelas mensagens poderosas sobre diversidade, liberdade e resistência.
Enquanto algumas marcas apostaram em resgatar o tradicionalismo, outras ousaram ao expor corpos, romper padrões de beleza e provocar reflexões sobre gênero e sociedade. Foi um momento de reafirmação do papel da moda como expressão política e cultural, especialmente relevante para a comunidade LGBTQIA+ que acompanha e vivencia essas transformações.
Kendall Jenner e a ousadia da Schiaparelli
Encerrando o desfile da Schiaparelli, Kendall Jenner surgiu vestindo um vestido preto transparente com os mamilos à mostra, um gesto que dividiu opiniões nas redes sociais, mas que reforça a quebra de tabus e a celebração do corpo feminino em sua forma mais livre. A modelo, pertencente ao clã Kardashian, vive seu ápice de influência e, ao aceitar este papel, ajuda a ampliar o debate sobre o corpo e a sensualidade feminina.
Mugler e a nudez como destaque
A grife Mugler elevou a nudez ao protagonismo, com modelos exibindo os mamilos femininos como pontos centrais dos looks. Em um dos momentos mais impactantes, uma modelo usou um vestido sustentado apenas por piercings nos seios, um convite para repensar o que é considerado aceitável ou belo na moda. Essa ousadia se destaca ainda mais em um cenário global marcado por ondas conservadoras, mostrando que a passarela pode ser um território de resistência.
Jean Paul Gaultier e a desconstrução dos gêneros
Com a assinatura do diretor criativo Duran Lantink, a Jean Paul Gaultier apresentou uma coleção que subverteu padrões ao vestir modelos femininas com macacões que simulavam corpos masculinos nus, tornando visível a desigualdade entre corpos e questionando as normas rígidas de gênero. Essa proposta inovadora da marca, tradicionalmente irreverente, é um marco para a inclusão e representatividade, temas caros à comunidade LGBTQIA+.
Vetements e o protesto contra o nazismo
A grife Vetements usou suas peças para enviar uma mensagem clara e urgente ao mundo: um basta ao nazismo. Com camisetas estampadas que repudiavam símbolos de ódio, a marca respondeu diretamente a polêmicas recentes envolvendo Kanye West e sua linha de roupas. Essa atitude reafirma o compromisso da moda com a luta contra o fascismo e a intolerância, valores fundamentais para a defesa dos direitos LGBTQIA+.
O contraste das ‘tradwifes’ e a reflexão de Miuccia Prada
Nem todas as marcas seguiram a linha da ousadia. A Giambattista Valli resgatou o visual das ‘tradwifes’ — mulheres que adotam um estilo de vida tradicional dos anos 50, focado no lar e na família. Já Miuccia Prada, com sua marca Miu Miu, transformou o cotidiano feminino em alta moda, propondo uma reflexão sobre o trabalho e as dificuldades das mulheres em conciliar vida doméstica e profissional, especialmente relevante para mulheres LGBTQIA+ que enfrentam múltiplas batalhas.
Valentino: resistência e esperança
Encerrando a Semana de Moda de Paris, a Valentino trouxe um desfile carregado de simbolismo e emoção. Narrado por Pamela Anderson, o show foi inspirado em uma carta escrita durante a Segunda Guerra Mundial por Pier Paolo Pasolini, que falava sobre a luz dos vagalumes mesmo nas noites mais escuras. Essa obra celebrou a resistência e a esperança em tempos sombrios, um lembrete poderoso para a comunidade LGBTQIA+ e para todos que lutam por liberdade e aceitação.
Essa edição da Semana de Moda de Paris nos mostra que a moda pode ser muito mais do que roupas: é um espaço de expressão política, cultural e social, onde a diversidade é celebrada e o conservadorismo é desafiado. Para a comunidade LGBTQIA+, esses desfiles são inspiração e reafirmação da luta por visibilidade e respeito.
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