Drag queens compartilham experiências de empoderamento e autenticidade na WKU, fortalecendo a comunidade LGBTQIA+
Na Universidade Western Kentucky (WKU), um encontro vibrante reuniu estudantes e performers de drag para um painel cheio de emoção, inspiração e autenticidade. As drag queens Rita Room, Venus Knight, Goregina George, Zoe Zahara e Chanel Eclipse abriram suas trajetórias, compartilhando as lutas e conquistas que moldaram suas identidades e carreiras, em um espaço promovido pela Queer Student Union (QSU).
O evento, realizado no auditório DSU 2084, foi um convite para que jovens explorassem o universo do drag como forma de expressão e autoconhecimento. Zoe Zahara emocionou a plateia ao relatar sua jornada pessoal, marcada por dois anos de terapia de conversão religiosa, até o momento de se permitir ser quem realmente é: “Enfrentei uma pressão religiosa para mudar quem eu sou, até ter coragem de dizer: eu sou gay, isso não vai mudar. O drag me deu representatividade e força”, declarou.
Drag como escudo e expressão de coragem
Para Goregina George, o drag funciona como uma armadura que protege e empodera. “Quando comecei no drag, ele foi meu cobertor de segurança, meu escudo para enfrentar qualquer coisa”, contou. Esse sentimento de proteção e autoafirmação ressoa profundamente na comunidade LGBTQIA+, que muitas vezes enfrenta preconceitos e desafios diários.
Representatividade e diversidade no palco
Durante o painel, o público teve espaço para perguntas, e o debate sobre o programa RuPaul’s Drag Race foi intenso. Rita Room, que incorpora um personagem drag com barba, destacou a carência de representação para drag queens barbudas no reality show e revelou que está no processo de se candidatar para trazer essa diversidade ao programa.
Ao final da conversa, a Queer Student Union entregou flores e cartas de agradecimento a cada uma das performers, em reconhecimento ao impacto positivo que causaram na comunidade estudantil.
Um convite para descobrir sua voz
Zoe Zahara finalizou o painel com um conselho poderoso: “Passei muito tempo tentando ser o que os outros queriam que eu fosse, até descobrir quem eu realmente sou. Quando você se permite essa jornada de autodescoberta, sua expressão floresce e sua voz nasce.”
Esse encontro na WKU reforça a importância do drag como ferramenta de afirmação, visibilidade e resistência para a comunidade LGBTQIA+, inspirando estudantes a abraçarem sua autenticidade e a celebrarem sua diversidade.
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