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Filme queer afegão-canadense vence prêmio Iris Prize 2025

Diretor Alexander Farah emociona com história de identidade e reconciliação no maior festival LGBTQ+ do mundo
Filme queer afegão-canadense vence prêmio Iris Prize 2025

Diretor Alexander Farah emociona com história de identidade e reconciliação no maior festival LGBTQ+ do mundo

O cineasta queer afegão-canadense Alexander Farah conquistou o prestigiado Iris Prize 2025, o maior prêmio mundial de curtas-metragens LGBTQ+, com seu filme One Day This Kid. O anúncio foi feito durante o festival em Cardiff, no País de Gales, celebrando histórias que exploram as complexidades da identidade queer e o desafio de conciliá-la com outras raízes culturais e familiares.

Uma narrativa íntima e universal

One Day This Kid conta a história de Hamed, um jovem canadense de primeira geração afegã, que percorre momentos decisivos de sua vida enquanto busca construir uma identidade própria, sempre à sombra das expectativas paternas. A obra destaca-se pela sensibilidade em traduzir a experiência queer antes mesmo das palavras para descrevê-la, fazendo com que a trama ressoe com públicos de diversas origens.

Para o júri internacional, presidido por Tom Paul Martin, o filme é uma “realização notável”, que entrelaça detalhes ricos sem jamais se tornar excessivo. “A história de Hamed nos tocou profundamente e certamente continuará a impactar espectadores ao redor do mundo”, afirmou Martin ao entregar o prêmio de 40 mil libras.

Reconhecimento global para o cinema LGBTQ+

Alexander Farah já acumula reconhecimento em festivais internacionais como TIFF, Berlinale e SXSW, e sua vitória no Iris Prize reforça a importância de dar voz a narrativas diversas. O festival, em sua 19ª edição, recebeu mais de 11 mil inscrições, valorizando a pluralidade de vozes no universo LGBTQ+.

Destaques do festival

Além do vencedor, o festival premiou outros trabalhos de destaque, como Two People Exchanging Saliva (França), uma obra que revela a beleza e o perigo de mundos únicos, e Rainbow Girls (EUA), uma poderosa afirmação de identidade assinada por mulheres trans negras.

O prêmio de Melhor Curta-Britânico foi para Blackout, de Chris Urch, que aborda a violência doméstica a partir da perspectiva de um jovem em um prédio residencial. O júri destacou a sutileza e força da narrativa, que também revela as complexidades das relações e do controle.

O impacto do Iris Prize para a comunidade LGBTQIA+

O Iris Prize não é apenas um festival, mas um espaço de celebração e fortalecimento da representatividade queer no cinema. Ele oferece visibilidade a histórias que muitas vezes são marginalizadas, ampliando o diálogo sobre identidade e diversidade. Para a comunidade LGBTQIA+, especialmente imigrantes e pessoas que vivem a interseccionalidade, prêmios como este são vitais para a afirmação e reconhecimento cultural.

Ao destacar a trajetória de Alexander Farah e seu filme, o Iris Prize reafirma seu compromisso em apoiar artistas que exploram as múltiplas facetas do ser queer, inspirando e conectando pessoas ao redor do mundo com narrativas autênticas e emocionantes.

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