Cantora carioca conquista acordo com ex-empresário de MC Brunninha em processo que marcou o funk brasileiro
Após uma batalha judicial que atravessou mais de uma década, Anitta finalmente alcançou um acordo com André Zander de Frontin, ex-empresário da ex-MC Brunninha, encerrando um processo por plágio que impactou o cenário do funk carioca. O documento homologado em outubro de 2025 prevê o pagamento parcelado de R$ 70 mil, reduzindo o valor original da dívida e evitando novas medidas judiciais contra o empresário.
O início da disputa e a polêmica no funk
A disputa teve origem em 2014, quando Anitta acionou judicialmente Brunninha, sua mãe Jane Lopes e o empresário, acusando-os de plágio na música “Show das Poderosas”, que impulsionou sua carreira. Brunninha alegava que a canção teria copiado elementos da composição “Corpo de Mola: Você Vai Pirar”, atribuída a sua mãe. A Justiça do Rio de Janeiro rejeitou essas acusações em 2015, confirmando a originalidade da obra de Anitta e condenando os réus a indenizá-la por danos morais.
Um processo longo e cheio de reviravoltas
Apesar da vitória inicial, o pagamento da indenização enfrentou resistências e atrasos, fazendo com que a dívida original de R$ 30 mil crescesse para mais de R$ 280 mil, incluindo juros, correções e custos processuais. Nos últimos anos, Anitta intensificou as ações para garantir o cumprimento da sentença, chegando a solicitar bloqueios judiciais e até medidas na esfera policial contra os devedores. Contudo, enfrentou obstáculos comuns em processos judiciais no Brasil, como recursos e falta de bens penhoráveis.
O acordo que traz um novo capítulo
Em outubro de 2025, o acordo homologado estabeleceu que Frontin pagará 35 parcelas mensais de R$ 2 mil, totalizando R$ 70 mil. Essa negociação representa uma redução significativa do valor cobrado, beneficiando Anitta e encerrando a pendência com o ex-empresário, embora a dívida com Brunninha e sua mãe ainda permaneça em aberto. A iniciativa reforça a importância da negociação e da proteção dos direitos autorais, especialmente em um gênero tão popular como o funk, que movimenta milhões de ouvintes no Brasil e no mundo.
Impactos e reflexões para a comunidade artística
Este caso evidencia os desafios que artistas enfrentam para assegurar seus direitos autorais, muitas vezes em processos longos e desgastantes. Para a comunidade LGBTQIA+ e fãs de Anitta, a notícia é um lembrete do poder da persistência e da importância de valorizar e proteger a criação artística. Além disso, a vitória da cantora destaca seu papel como referência de força e autenticidade no universo musical.
Com um legado consolidado e reconhecimento internacional, Anitta segue como um ícone que não apenas brilha nos palcos, mas também luta pelo respeito à sua arte, inspirando toda a diversidade do público LGBTQIA+ e da cultura brasileira.
Que tal um namorado ou um encontro quente?


