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Jogo do Chicago Fire é paralisado por cânticos homofóbicos na MLS

Partida histórica é interrompida após homofobia em estádio, gerando repúdio e mobilização da comunidade LGBTQIA+
Jogo do Chicago Fire é paralisado por cânticos homofóbicos na MLS

Partida histórica é interrompida após homofobia em estádio, gerando repúdio e mobilização da comunidade LGBTQIA+

Em uma cena que chocou torcedores e reforçou a urgência do combate à discriminação no esporte, o jogo entre Chicago Fire e Philadelphia Union, válido pelos playoffs da MLS, foi temporariamente interrompido devido a cânticos homofóbicos vindos de parte da torcida.

A partida, realizada no SeatGeek Stadium, em Bridgeview, Illinois, precisou ser paralisada duas vezes no segundo tempo pelo árbitro Jon Freemon. A causa foram os gritos ofensivos, com uma expressão em espanhol amplamente reconhecida como um insulto homofóbico que ecoava principalmente da área dos torcedores do Chicago Fire, próxima ao gol do Philadelphia Union.

O histórico e o impacto do cântico homofóbico

Este tipo de canto tem raízes no futebol mexicano desde 2003 e se espalhou para os Estados Unidos após a Copa do Mundo de 2014, quando passou a ser ouvido em transmissões dos jogos da seleção mexicana. Apesar de algumas tentativas de relativizar seu uso culturalmente, o termo é considerado discriminatório e tem sido combatido com rigor em estádios do México.

No caso do jogo em Chicago, a intensidade do cântico aumentou ao longo do segundo tempo, levando a uma advertência via sistema de som do estádio sobre a proibição de linguagem ofensiva e as possíveis consequências para a continuidade da partida.

Reação imediata e protocolo da MLS

Com o aumento da intensidade dos cânticos, o árbitro aplicou o “Protocolo dos Três Passos” da FIFA, adotado pela MLS para casos de comportamento discriminatório. Após os avisos não surtirem efeito, a partida foi paralisada pela primeira vez aos 78 minutos. Durante a interrupção, o técnico do Chicago Fire, Gregg Berhalter, dirigiu-se pessoalmente à torcida para pedir o fim dos cânticos.

Apesar de uma segunda paralisação breve, o jogo prosseguiu até o final, sem suspensão completa. Após o confronto, Berhalter lamentou o ocorrido, afirmando que o comportamento não representa o clube e seus valores, reforçando o compromisso do Chicago Fire em manter um ambiente seguro e acolhedor para todos.

O posicionamento dos grupos de torcedores

Representantes dos grupos organizados de torcida, como Section 8 Chicago, Sector Latino e Red Line Supporters Group, repudiaram veementemente os cânticos homofóbicos. Destacaram que os responsáveis aparentavam não ser frequentadores habituais das arquibancadas e que tentativas de diálogo para cessar o comportamento foram ignoradas ou recebidas com mais ofensas.

O Red Line Supporters Group declarou que os atos não representam a cultura dos torcedores de Chicago e pediu medidas mais firmes do clube e da liga para remover imediatamente quem violar os valores comunitários. Muitos fãs, indignados, abandonaram o estádio antes do apito final.

Um chamado para a mudança e inclusão

Este episódio marca um momento importante na luta contra a homofobia no futebol americano, evidenciando que o esporte ainda enfrenta desafios para ser um espaço verdadeiramente inclusivo. A interrupção do jogo pelo uso de cânticos homofóbicos deixa claro que o silêncio e a tolerância zero são essenciais para proteger a diversidade e o respeito.

Para a comunidade LGBTQIA+, a paralisação da partida é um sinal de que o combate à discriminação pode e deve ser feito com firmeza, mesmo em ambientes tradicionalmente machistas e conservadores como o futebol.

É fundamental que clubes, torcidas e ligas assumam o protagonismo na promoção de um futebol livre de preconceitos, celebrando a pluralidade de identidades que enriquecem o esporte. O episódio no jogo do Chicago Fire serve como um alerta e um convite para a construção de um futuro mais acolhedor e seguro para todas as pessoas que amam o futebol.

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