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Première de Wicked Parte II agita São Paulo com brilho e emoção

Evento celebra o musical e reúne fãs, elenco e Gloria Groove em clima de diversidade e representatividade
Première de Wicked Parte II agita São Paulo com brilho e emoção

Evento celebra o musical e reúne fãs, elenco e Gloria Groove em clima de diversidade e representatividade

São Paulo virou a Cidade das Esmeraldas na noite de 4 de novembro para receber a première de Wicked Parte II, dando início à turnê mundial de divulgação do aguardado segundo filme que conta a história não contada das bruxas de Oz. O evento reuniu uma plateia diversa composta por imprensa, artistas, influenciadores e fãs, que tiveram a chance de assistir ao longa antes da estreia oficial no Brasil, marcada para 20 de novembro.

A atmosfera foi criada desde a entrada, com um “tapete amarelo” que reproduziu a icônica estrada de tijolos amarelos, símbolo do universo de Oz. As apresentadoras Jeniffer Nascimento e Larissa Manoela conduziram entrevistas rápidas, aquecendo o público para o que estava por vir.

Representatividade brasileira no palco e na dublagem

As atrizes Myra Ruiz e Fabi Bang, que interpretam Elphaba e Glinda nas versões teatrais brasileiras e também emprestam suas vozes para a dublagem nacional, foram recebidas com muito carinho. Elas dividiram um pouco da relação profunda que têm com as personagens, responsáveis por conquistar o coração do público brasileiro ao longo da última década. A emoção tomou conta quando cantaram um trecho de “Desafiar a Gravidade”, reforçando a força e o empoderamento que o musical inspira.

Uma surpresa verde e rosa: Mangueira no evento

Para animar ainda mais os fãs, a Estação Primeira de Mangueira, escola de samba tradicionalmente ligada às cores verde e rosa, também presentes no universo de Wicked, apresentou uma versão instrumental de “Desafiar a Gravidade”. A fusão entre o samba e o musical trouxe uma energia contagiante, celebrando a diversidade cultural brasileira em plena première internacional.

Elenco internacional e o carinho pelos fãs brasileiros

O diretor Jon M. Chu e os atores Cynthia Erivo (Elphaba) e Jonathan Bailey (Fiyero) marcaram presença no palco, após interagirem calorosamente com os fãs. Cynthia, vencedora do Tony Awards, se emocionou ao falar em português e recebeu um coro apaixonado do público. Jonathan Bailey, eleito recentemente o homem mais sexy do mundo pela revista People, deixou uma mensagem especial sobre a importância da curiosidade e da empatia para superar diferenças.

Ausência sentida de Ariana Grande

O evento, porém, não esteve isento de polêmicas. Ariana Grande, que interpreta Glinda no filme, cancelou sua vinda ao Brasil devido a problemas com o voo, gerando frustração e críticas nas redes sociais. Apesar disso, o diretor e Cynthia Erivo reforçaram o carinho da artista pelo país e exibiram um vídeo no qual Ariana se desculpava com os fãs e prometia compensações futuras.

Gloria Groove: orgulho e representatividade LGBTQIA+

A cantora, drag queen e dubladora Gloria Groove, que tem uma forte ligação com o musical e participou da montagem em São Paulo como Madame Morrible, conduziu o painel com brilho e carisma. Ela presenteou o público com versões em pagode das canções “Popular” e “Desafiar a Gravidade”, mostrando mais uma vez seu talento multifacetado e reforçando a conexão do universo de Wicked com a comunidade LGBTQIA+.

Desafios e sentimentos encontrados

Apesar do brilho e da celebração, o evento também gerou desconforto. As atrizes brasileiras Myra Ruiz e Fabi Bang foram impedidas de interagir com o diretor Jon M. Chu, o que gerou revolta entre fãs e artistas. Fabi se manifestou nas redes sociais, reafirmando seu amor pelo musical e sua força para seguir em frente, mesmo diante das dificuldades.

Wicked Parte II não é apenas um filme ou um musical; é um símbolo de resistência, diversidade e empoderamento. A première em São Paulo mostrou que essa história ressoa profundamente com o público brasileiro, especialmente com a comunidade LGBTQIA+, que encontra nas personagens e nas mensagens do musical um reflexo de suas próprias lutas e conquistas.

O evento provou que, apesar das adversidades, a união e a representatividade têm o poder de transformar e fortalecer. Para a comunidade LGBTQIA+, Wicked é mais que entretenimento: é um hino de autenticidade e coragem, celebrando quem somos em toda a nossa pluralidade.

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