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Hedda Gabler ganha releitura queer com Tessa Thompson e Nia DaCosta

Adaptação de 2025 transforma clássico de Ibsen com triângulo amoroso LGBTQIA+ e protagonismo feminino
Hedda Gabler ganha releitura queer com Tessa Thompson e Nia DaCosta

Adaptação de 2025 transforma clássico de Ibsen com triângulo amoroso LGBTQIA+ e protagonismo feminino

O clássico teatro de Henrik Ibsen, Hedda Gabler, chega repaginado em 2025 com uma releitura ousada e queer assinada pela diretora Nia DaCosta, que também assina o roteiro. A produção para Amazon Prime Video traz a atriz Tessa Thompson como protagonista e destaca uma nova perspectiva que fortalece o protagonismo feminino e LGBTQIA+.

Uma Hedda mais complexa e plural

DaCosta, que mantém uma amizade de uma década com Thompson, explicou que a intenção era expandir as camadas do personagem Hedda, tornando-a não apenas complexa e vulnerável, mas também parte de uma rede de relações entre mulheres. Para isso, transformou o personagem Eilert Lovborg em Eileen Lovborg, criando um triângulo amoroso formado por três mulheres que buscam liberdade e realização pessoal.

“Hedda é uma mulher que se sente profundamente insatisfeita, presa a um desejo de liberdade que acredita ser impossível sem a presença de um homem”, comentou DaCosta. Ao mudar Eilert para Eileen, o filme introduz uma camada de queerness, naturalizando relações entre personagens LGBTQIA+ e oferecendo uma narrativa que vai além do texto original de Ibsen.

Raça, gênero e isolamento

A diretora também destacou que a identidade racial da personagem Hedda foi intencionalmente explorada para aprofundar o tema do isolamento. “Quis mostrar que a solidão de Hedda não se limita ao gênero, mas também é influenciada pela sua raça, ampliando o espectro de identificação do público”, afirmou DaCosta.

Para Thompson, a transformação de gênero e a inclusão de elementos queer trazem uma dimensão inédita à obra: “Esse ajuste torna a peça queer de um jeito que o original não é, e também oferece a Hedda uma verdadeira contraparte — outra mulher que escolhe caminhos muito diferentes. Essa narrativa mergulha mais fundo nas experiências femininas e queer do que Ibsen poderia imaginar”.

Impacto e representatividade

Essa releitura de Hedda Gabler representa um passo importante para a representatividade LGBTQIA+ no audiovisual, especialmente ao dar voz e protagonismo a personagens femininas queer e raciais diversas. O filme não apenas reconta um clássico, mas o reinventa para dialogar com as lutas contemporâneas por liberdade, identidade e amor em suas múltiplas formas.

Ao transformar Hedda e seu universo, Nia DaCosta e Tessa Thompson nos convidam a refletir sobre os desejos e conflitos que atravessam as vidas LGBTQIA+, mostrando que a busca por autonomia e conexão é universal, mas precisa ser contada com verdade e pluralidade.

Essa releitura queer de Hedda Gabler não é só uma nova versão de uma peça centenária; é um manifesto de empoderamento e diversidade que ressoa profundamente dentro da comunidade LGBTQIA+. O filme abre espaço para histórias que antes eram silenciadas, fortalecendo a representatividade e mostrando que o clássico pode – e deve – ser reinventado para refletir as vivências de todos nós.

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