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Prêmio Multishow 2025 destaca nova geração e ignora Ludmilla e Anitta

Indicações revelam aposta em jovens talentos enquanto nomes consagrados ficam de fora
Prêmio Multishow 2025 destaca nova geração e ignora Ludmilla e Anitta

Indicações revelam aposta em jovens talentos enquanto nomes consagrados ficam de fora

O Prêmio Multishow 2025 anunciou seus indicados em uma edição marcada pela valorização da nova geração da música brasileira. Com seis indicações cada, Ana Castela, Zé Felipe, Marina Sena e João Gomes lideram as categorias, enquanto nomes consagrados como Ludmilla, Anitta, Luan Santana e Pabllo Vittar foram surpreendentemente esquecidos pela premiação.

Nova geração brilha, veteranos ficam de fora

O anúncio oficial das indicações ocorreu no dia 17 de novembro, com destaque inicial para a categoria Hit do Ano, revelada no programa “Mais Você”, da TV Globo. A seguir, Marina Sena e Gominho apresentaram os demais indicados no “TVZ”, do Multishow. A escolha evidencia a intenção do prêmio em renovar seu olhar para os artistas que surgiram e cresceram nos últimos anos, dando espaço a uma safra jovem e promissora.

João Gomes, de apenas 23 anos, e Ana Castela, 22, são exemplos desse movimento, que busca renovar o cenário musical e aproximar o público mais jovem. Essa estratégia vem acompanhada da ausência notável de grandes estrelas do cenário atual, o que gerou surpresa e até certo desconforto nos bastidores.

Ausências que chamam atenção

Ludmilla, que vinha sendo indicada ininterruptamente desde 2015 e ganhou o prêmio de Melhor Axé/Pagodão em 2024, ficou de fora mesmo após lançar singles fortes como “Paraíso” e “CAM GIRL”, parceria com Victoria Monét. A cantora, que optou por não comparecer ao evento no ano passado, preferindo ir ao cinema para assistir “Moana 2”, pode ter sido preterida pela organização.

Outro destaque ausente é Luan Santana, o cantor mais premiado da história do Multishow, que não recebeu nenhuma indicação pelo segundo ano seguido, mesmo após lançar o álbum “Luan Ao Vivo Na Lua – Crescente” e realizar turnê. Henrique e Juliano também não foram lembrados, apesar do sucesso com “Manifesto Musical 2 (Ao Vivo/Vol.1)”.

Pabllo Vittar, que manteve presença constante no cenário internacional em 2025 com singles como “Fantasía” e “Mexe”, não apareceu nas indicações. Anitta, embora tenha sido a artista mais nomeada e premiada da história do prêmio, recebeu apenas uma indicação: Funk do Ano por sua participação em “Bota Um Funk”, de Pedro Sampaio. Luísa Sonza também concorre apenas nessa categoria, com a faixa “MOTINHA 2.0 (Mete Marcha)”.

Voto popular e novidades da edição

Como de costume, categorias como Show do Ano, Categoria Brasil, Clipe TVZ do Ano, Hit do Ano e Revelação serão definidas pelo voto popular, que já está aberto no site oficial da premiação. Outras categorias, incluindo Álbum do Ano, Capa do Ano e Artista do Ano, serão avaliadas por uma academia formada por jornalistas, críticos e especialistas musicais.

A cerimônia, que acontece no Rio de Janeiro no dia 9 de dezembro, terá apresentação de Tadeu Schmidt e Kenya Sade. A TV Globo exibirá o evento ao vivo pela primeira vez, simultaneamente com o Multishow e Globoplay. Gilberto Gil será homenageado com o Troféu Vanguarda, e apresentações de João Gomes, Mestrinho e Jota.Pê já estão confirmadas.

Essa edição do Prêmio Multishow revela um momento de transição e renovação no mercado musical brasileiro, com uma clara aposta na nova geração, mesmo que isso signifique deixar de fora alguns dos nomes mais tradicionais e queridos do público.

Para a comunidade LGBTQIA+, essa renovação pode ser vista como uma oportunidade para ampliar a diversidade de vozes e estilos que ganham destaque no cenário nacional, refletindo a pluralidade cultural que tanto valorizamos. Contudo, a ausência de artistas que são ícones da representatividade queer, como Ludmilla, Anitta e Pabllo Vittar, também levanta questionamentos sobre os critérios e as dinâmicas de poder dentro do mercado musical.

Mais do que uma premiação, o Multishow 2025 espelha as tensões entre tradição e inovação, visibilidade e exclusão. É um momento para celebrar os novos talentos, mas também para refletir sobre a importância de manter o espaço para todas as vozes que constroem a identidade musical e cultural do Brasil.

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