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Marcha pela autonomia de jovens queer e trans mobiliza o país

Evento nacional une ativistas LGBTQIA+ em defesa da autonomia, alegria e direitos de jovens trans
Marcha pela autonomia de jovens queer e trans mobiliza o país

Evento nacional une ativistas LGBTQIA+ em defesa da autonomia, alegria e direitos de jovens trans

Em um momento em que os direitos da população trans são alvo de ataques legislativos em todo o país, a organização Queer Youth Assemble (QYA) surge como uma força unificadora e cheia de esperança para jovens queer e trans. Fundada pela estudante não binária e ativista Esmée Silverman, a QYA tem mobilizado milhares em prol da autonomia e do direito de existir com dignidade e alegria.

De um evento local para um movimento nacional

O impulso inicial veio de um evento chamado “Let Trans Athletes Play”, organizado por Esmée logo após o ensino médio, em resposta ao crescimento de leis que restringiam a participação de atletas trans em competições esportivas. Mais que protesto, o encontro também foi um espaço de celebração e fortalecimento comunitário, onde jovens LGBTQIA+ puderam se divertir e se apoiar em jogos e atividades coletivas.

Esse primeiro passo não só deu origem à QYA, como também revelou o poder transformador do ativismo para jovens trans. Silverman conta que uma garotinha trans de apenas quatro anos presente no evento, inicialmente insegura sobre sua identidade, encontrou ali inspiração e acolhimento para começar sua própria jornada de ativismo. O evento também contou com a presença inspiradora de Schuyler Bailar, primeiro nadador trans abertamente assumido na NCAA, reforçando a importância de referências positivas para a juventude queer.

Construindo comunidade e espalhando alegria

A QYA tem como um de seus pilares a construção de uma rede de apoio e alegria, essencial para uma comunidade muitas vezes marcada pelo isolamento. Eventos como “Queer Youth on Skateboards” e “Monster Mingle” são criados para celebrar a diversidade e promover momentos de felicidade genuína, reforçando que a luta por direitos também passa pelo cuidado emocional e coletivo.

Para Esmée, essa missão é pessoal e vital. Ela reconhece que grupos locais de apoio, como a Aliança de Gênero e Sexualidade de sua escola, foram fundamentais para sua sobrevivência e afirmação. “Somos construtores de comunidade”, afirma, destacando que essa é a essência da QYA.

Marcha pela autonomia: um chamado à união e à ação

Em 31 de março de 2023, a QYA organizou uma marcha nacional intitulada “Marcha pela Autonomia de Jovens Queer e Trans”, com o objetivo de unificar o país em torno da defesa da autonomia, indo além dos conceitos tradicionais de direitos ou segurança. Para Silverman, autonomia significa o poder real de decidir sobre o próprio corpo e identidade, como a possibilidade de iniciar tratamentos hormonais a partir dos 16 anos sem consentimento dos pais, ou o direito de usar o nome social nas escolas.

A marcha reuniu milhares de pessoas em diversas cidades, com Silverman liderando o ato em Washington DC. Entre as principais demandas estão a implementação de programas de escolas seguras para jovens LGBTQIA+, banheiros neutros e a liberdade para tratamentos médicos afirmativos.

Empatia radical como ferramenta de transformação

Um dos aspectos mais marcantes da liderança de Esmée é sua aposta na empatia radical, inclusive com pessoas que se opõem à comunidade LGBTQIA+. Ela compartilha experiências de diálogo com manifestantes anti-LGBTQIA+ em eventos como a Parada do Orgulho de Boston, onde encontrou pontos em comum apesar das diferenças ideológicas. Para ela, a mudança verdadeira nasce da escuta e da disposição para conversar, mesmo diante do preconceito.

Essa postura, embora admirada por muitos, também gera controvérsia, especialmente em um contexto onde a violência contra pessoas LGBTQIA+ é alarmante. Silverman reconhece a gravidade das ameaças reais, mas defende a abertura ao diálogo com aqueles que ainda podem transformar suas visões.

Um movimento que quer unir o país e o mundo

A visão da QYA é ampla e inclusiva: não se trata apenas de unir a comunidade LGBTQIA+, mas de construir pontes com toda a sociedade, convidando todos a participarem da luta por segurança, respeito e liberdade. Como lembra Esmée, “a mudança nunca é uma questão de quando, é uma resposta do agora”.

Para quem quiser participar, a marcha acontece no dia 31 de março, com concentração no Tom McCall Waterfront Park às 14h, finalizando na Pioneer Courthouse Square. E para acompanhar as ações e novidades, a QYA está no Instagram como @queeryouthassemble.

Este movimento reafirma que a luta por autonomia e alegria queer é urgente e coletiva. Em tempos de retrocessos, a união e o acolhimento são armas poderosas para fortalecer identidades e construir futuros mais justos. A marcha pela autonomia de jovens queer e trans não é apenas um protesto, mas um convite para celebrarmos nossa existência plena, com coragem e empatia.

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