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Professora é banida após mensagens inapropriadas a criança

Lianne Barclay, professora na Inglaterra, perde direito de lecionar por mensagens sexuais a menor
Professora é banida após mensagens inapropriadas a criança

Lianne Barclay, professora na Inglaterra, perde direito de lecionar por mensagens sexuais a menor

Uma professora de tecnologia alimentar de 43 anos, Lianne Barclay, foi proibida de atuar na educação após enviar mensagens de teor sexual a uma criança menor de idade, que não era sua aluna. Os fatos ocorreram em Warrington, Inglaterra, e foram investigados por um painel da Teacher Regulation Agency (TRA), que determinou que seu comportamento violou os limites profissionais e colocou em risco a integridade da profissão.

Mensagens que ultrapassaram os limites

Entre março e julho de 2019, Barclay enviou mensagens e notas de voz a uma criança, abordando temas íntimos e explorando sexualidades. Em uma das conversas, a professora chegou a dizer “eu estava com tesão” e questionou a criança sobre sua orientação sexual com frases como “você já é gay?”. O painel da TRA considerou as mensagens sexualmente motivadas e inadequadas, especialmente por envolverem um menor de 16 anos.

Além das mensagens escritas, Barclay enviou notas de voz com linguagem agressiva e comandos que foram julgados impróprios para a relação entre professora e criança. A quantidade e o horário das ligações telefônicas também indicaram uma quebra dos limites profissionais esperados.

Defesa e posicionamento da professora

Em sua defesa, Lianne afirmou que a criança era uma amiga da família, quase como uma irmã mais nova, e que o contato não tinha relação com seu papel de educadora. Ela também alegou que as acusações tinham cunho homofóbico, por ser uma mulher homossexual de meia idade, e que os carinhos e “abracinhos” mencionados não tinham conotação sexual.

Apesar disso, o painel concluiu que as evidências indicavam uma intenção sexual por parte da professora nas mensagens enviadas, o que configura conduta profissional inaceitável.

Consequências e repercussão

Barclay foi suspensa em 2019 e deixou seu cargo em agosto de 2020. A polícia realizou investigações, mas não prosseguiu com ações criminais. No entanto, a TRA decidiu proibir Lianne de lecionar indefinidamente em qualquer instituição educacional na Inglaterra, incluindo escolas, colégios e instituições para jovens. A decisão também impede que ela solicite o retorno à profissão.

Este caso serve como um alerta sobre a importância do respeito aos limites profissionais e à proteção de crianças e adolescentes, principalmente em ambientes educacionais. O abuso de poder e a violação da confiança podem causar danos profundos e duradouros às vítimas.

Reflexões para a comunidade LGBTQIA+

Embora a professora tenha afirmado que suas ações foram interpretadas com viés homofóbico, é fundamental compreender que o problema reside na natureza das mensagens e na relação inadequada com uma criança, não na orientação sexual da pessoa. A comunidade LGBTQIA+ merece respeito e reconhecimento, mas também responsabilidade e ética em todas as relações interpessoais.

Esse episódio reforça a necessidade de debates sobre educação afetiva, limites e proteção, além de estimular a construção de espaços seguros onde todas as identidades possam existir sem medo, porém sempre respeitando os direitos e a integridade de crianças e adolescentes.

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