Religioso viraliza ao estimular seguidores a usar o F-slur contra LGBTQIA+
Em meio ao avanço da intolerância, um pastor cristão nacionalista ganhou repercussão negativa ao incentivar o uso de uma das palavras mais ofensivas contra a comunidade LGBTQIA+. Joel Webbon, líder do Right Response Ministries no Texas, viralizou ao defender abertamente o uso do F-slur, termo homofóbico que já foi usado como arma de ódio durante décadas.
Em um episódio recente de seu podcast, Webbon não apenas usou o termo pejorativo, mas conclamou outros religiosos a retomarem essa linguagem agressiva para combater os direitos LGBTQIA+. Para ele, é um dever cristão chamar a homossexualidade de “perversa”, “ímpia” e, sim, usar o termo “faggotry” para se referir à comunidade queer.
Um discurso de ódio que ecoa na era do retrocesso
Webbon ainda afirmou que a luta contra a comunidade LGBTQIA+ envolve proteger crianças de uma suposta “conversão” imposta por pessoas gays, que ele definiu como “degeneradas” e “predadoras”. Essa retórica, além de desinformada, reforça o discurso de ódio que alimenta retrocessos legislativos e sociais em vários estados americanos.
Curiosamente, o pastor que já defendeu que mulheres não deveriam votar e que judeus não deveriam ocupar cargos públicos, agora defende o uso de “linguagem forte” e o retorno do F-slur, acompanhado da frase “Cristo é Senhor”. Uma contradição flagrante, já que o ensinamento cristão original prega amor e aceitação.
Reações e suspeitas da comunidade LGBTQIA+
Nas redes sociais, muitos reagiram ao discurso do pastor com humor ácido, sugerindo que ele próprio possa ser um closetado, já que o termo “faggotry” tem sido usado em contextos queer, inclusive em piadas e especiais de comédia. Essa hipótese, ainda que não confirmada, virou meme entre usuários que ironizam a postura do religioso.
Além disso, a fala de Webbon se soma a uma escalada preocupante: recentemente, outro comentarista conservador chegou a usar o F-slur diversas vezes em um debate televisionado, mostrando que a homofobia explícita está ganhando espaço no discurso público.
O impacto cultural e social do discurso de ódio
Embora palavras não possam nos definir ou ferir, é imprescindível entender que o incentivo ao uso do F-slur por líderes religiosos é uma tentativa de normalizar o preconceito e a violência simbólica contra a comunidade LGBTQIA+. É um chamado à resistência contra uma onda conservadora que busca apagar nossos direitos e nossa existência.
Mas, como muitos lembram, a história mostra que tais discursos são frequentemente encobertos por escândalos envolvendo os próprios pregadores, o que expõe a hipocrisia e fragilidade dessa intolerância.
Essa movimentação de um pastor cristão nacionalista para incentivar o retorno do uso da palavra F revela um momento crítico para a luta LGBTQIA+. É hora de reforçar o orgulho, a sororidade e a união para enfrentar discursos que tentam nos dividir e silenciar.
Mais do que nunca, precisamos celebrar nossa diversidade e mostrar que o amor é maior que qualquer palavra de ódio. O desafio está lançado: transformar essa hostilidade em combustível para uma cultura mais inclusiva, vibrante e resistente.
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