Coreógrafo Frank Gatson conta que o rapper inventou o gesto que virou símbolo pop do empoderamento feminino
O famoso gesto das mãos no clipe de “Single Ladies (Put a Ring on It)”, que se tornou um dos símbolos mais reconhecidos da cultura pop e do empoderamento feminino, tem uma origem inesperada: foi criado por Jay-Z. A revelação foi feita pelo coreógrafo Frank Gatson, responsável pela coreografia icônica do vídeo de Beyoncé.
Uma inspiração vinda de uma conversa entre Jay-Z e Gatson
Em um podcast focado em dança, Gatson contou que durante uma conversa com Jay-Z, o rapper demonstrou o gesto que as mulheres fazem quando querem um anel. “Eu não inventei isso”, disse Gatson ao reproduzir o movimento. “Quem inventou? Jay-Z. Um dia estávamos assim conversando sobre o que as mulheres fazem quando dizem ‘coloque um anel’. E ele disse: ‘Elas fazem isso’, e fez o movimento.”
Assim, a partir dessa ideia, Gatson construiu a coreografia que Beyoncé apresentaria em 2008 e que rapidamente se tornou um marco da cultura pop, reverberando em performances, paródias e na moda.
Referências que transformaram o gesto em dança
Além do gesto criado por Jay-Z, Gatson explicou que a coreografia do clipe também foi inspirada no trabalho do lendário coreógrafo Bob Fosse, especialmente em uma peça dos anos 1960 chamada “Mexican Breakfast”, com Gwen Verdon. Ele mostrou essa referência a Beyoncé anos antes do lançamento do clipe, e ela se lembrou imediatamente.
O resultado foi uma coreografia que unia história da dança, criatividade e a mensagem poderosa de autonomia e desejo, tão presente na música.
Reconhecimento ao criador do gesto
Para Gatson, é importante que Jay-Z receba o crédito pela criação do gesto, que se tornou uma marca registrada da música e da cultura pop. “Ele merece esse reconhecimento”, afirmou o coreógrafo.
O gesto não é apenas um movimento de dança, mas um símbolo que empodera mulheres a reivindicar seu valor e suas escolhas, algo que ressoa profundamente com a comunidade LGBTQIA+ e todos que celebram a liberdade de expressão e o amor próprio.
Essa história nos lembra que por trás dos grandes ícones culturais, existem colaborações e inspirações que atravessam gêneros e identidades, unindo artistas em uma celebração da criatividade e da representatividade. O gesto de Jay-Z, eternizado por Beyoncé, transcende o pop e inspira uma geração a se afirmar com orgulho e autenticidade.
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