A artista queer e sci-fi chega para inspirar gerações na 18ª temporada do reality drag
Preparem os corações, porque a cena drag acaba de ganhar uma representante pra lá de especial! Ciara Myst, ex-aluna da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, está confirmada como participante da 18ª temporada do icônico reality RuPaul’s Drag Race. Conhecida por suas referências à ficção científica, ela promete levar toda a sua criatividade e força para o palco mais famoso da cultura drag.
De Purdue para o mundo: a trajetória da queen
Formada em 2015 em tecnologia gráfica e ciências forenses, com uma pitada de teatro, Ciara Myst desenvolveu sua arte ainda durante a universidade. Entre aulas e projetos, ela se dedicava à criação de próteses e figurinos, habilidades que hoje são essenciais em suas performances. Além disso, seu talento para o palco foi lapidado no Purdue Varsity Glee Club, onde cantava e dançava nas tradicionais apresentações de Natal da universidade.
Para Ciara, a experiência na Purdue foi um verdadeiro laboratório de inovação e inspiração. “Estar cercada por imagens de pioneiros como Neil Armstrong e Amelia Earhart me ensinou que eu também posso alcançar a grandeza”, conta a queen, que associa seu sucesso a uma combinação de confiança e pensamento engenhoso.
Ficção científica e drag: a combinação perfeita
O universo sci-fi sempre foi uma paixão para Ciara Myst, que desde a infância se encantava com as obras de mestres dos efeitos especiais como Jim Henson e Stan Winston. Para ela, a ficção científica não é apenas entretenimento, mas uma celebração da transformação — algo que dialoga profundamente com a arte drag.
“Antes mesmo de compreender minha identidade queer, encontrei conforto nos mutantes de ‘X-Men’ e na heroína trágica de ‘Carrie’, porque via partes de mim nesses personagens”, revela. Essa conexão entre fantasia e autoconhecimento tornou-se sua marca registrada, trazendo um frescor original para suas apresentações.
Visibilidade e representatividade para a comunidade LGBTQIA+
Ciara Myst acredita no poder da visibilidade como ferramenta de esperança para jovens LGBTQIA+, especialmente num momento em que muitos enfrentam desafios sociais e pessoais. “Mostrar minha jornada no RuPaul’s Drag Race é um jeito de dizer que é possível ser feliz e autêntico, mesmo quando tudo parece difícil”, afirma.
Além disso, a queen sente que seu trabalho ultrapassa a estética. A criação de sua persona drag fortaleceu seu vínculo com a rica história da cultura drag nos Estados Unidos, dando-lhe um senso de responsabilidade e propósito que vai além do palco.
Em tempos onde a representatividade é mais urgente do que nunca, a chegada de Ciara Myst ao RuPaul’s Drag Race simboliza uma vitória vibrante para a comunidade LGBTQIA+. Sua mistura de referências nerds, talento artístico e autenticidade conecta passado, presente e futuro, mostrando que a arte drag é um espaço de transformação e acolhimento para todas as pessoas que buscam se libertar e brilhar.
Ao acompanhar sua trajetória, é impossível não sentir o impacto cultural que queens como Ciara têm ao inspirar não só a comunidade LGBTQIA+, mas todos que acreditam no poder da diversidade. Ela não representa apenas uma artista que brilha no palco, mas um símbolo de coragem, criatividade e resistência que ecoa nas novas gerações.
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