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Colegio católico é condenado a pagar R$ 30 milhões por bullying homofóbico

Jovem trans vítima de agressões homofóbicas recebe indenização histórica que reforça direitos LGBTQIA+ nas escolas
Colegio católico é condenado a pagar R$ 30 milhões por bullying homofóbico

Jovem trans vítima de agressões homofóbicas recebe indenização histórica que reforça direitos LGBTQIA+ nas escolas

Um marco na luta contra a homofobia no ambiente escolar: um colégio católico de Santiago, Chile, foi condenado a pagar uma indenização de 30 milhões de pesos à família de uma jovem trans que sofreu bullying homofóbico dentro da instituição. A decisão reforça a proteção dos direitos dos estudantes LGBTQIA+ e sinaliza que o silêncio diante da violência não será mais tolerado.

O drama da jovem trans no colégio

A vítima, que na época tinha 12 anos e ainda não se assumia publicamente como trans, enfrentou desde o ano de 2019 agressões verbais e físicas constantes. Segundo relatos da mãe, Maria Carolina Órdenes, a menina era chamada de “maricón”, “vaquita” e “gordita” pelos colegas, além de sofrer humilhações, roubos de materiais escolares e até agressões físicas, como ser chutada no chão.

Essa situação cruel se perpetuou dentro do colégio San Lázaro de la Salle, uma instituição religiosa só para meninos, localizada no centro de Santiago. Apesar do ambiente fechado e conservador, a escola tinha o dever legal de garantir a integridade e segurança dos estudantes, o que não ocorreu no caso.

Justiça reconhece falha da escola e nega defesa

A Congregação Instituto de los Hermanos de las Escuelas Cristianas, responsável pelo colégio, tentou justificar sua omissão alegando que matricular a menina em uma escola católica e só para meninos já a expunha a riscos, e que havia outras opções laicas e mistas disponíveis. No entanto, a juíza Rocío Pérez rejeitou essa argumentação, afirmando que tal defesa apenas tenta perpetuar padrões de gênero e discriminação que não são mais admissíveis segundo a legislação vigente.

Na sentença, ficou claro que o colégio falhou em proteger a integridade psíquica da estudante, não oferecendo suporte nem aplicando medidas para combater a violência sofrida. Por isso, a instituição foi condenada a indenizar a família, principalmente pelos danos morais sofridos pela jovem trans.

Vitória para a comunidade LGBTQIA+ e reflexões

Para a advogada da família, Claudia Castañeda, essa decisão é uma das mais importantes em termos de proteção dos direitos de estudantes LGBTQIA+. Ela representa um avanço significativo no reconhecimento da vulnerabilidade desses jovens e na responsabilização das instituições educacionais.

Essa vitória judicial não é apenas uma reparação individual, mas um recado poderoso para todas as escolas e comunidades: o respeito à diversidade e a proteção contra o bullying homofóbico são deveres inegociáveis. O acolhimento e a segurança de estudantes trans e LGBTIQ+ precisam estar no centro das políticas educacionais.

No contexto da luta LGBTQIA+, essa sentença reforça que a escola deve ser um espaço seguro e afirmativo, onde todas as identidades sejam respeitadas e valorizadas. O impacto dessa decisão reverbera culturalmente, mostrando que a justiça pode ser uma aliada fundamental para desconstruir preconceitos arraigados e promover a inclusão real.

Para a comunidade LGBTQIA+, casos como esse trazem esperança e inspiração para continuar batalhando por ambientes livres de violência e discriminação. A coragem da jovem e sua família, aliada à firme atuação jurídica, contribui para construir uma sociedade mais justa e acolhedora, onde todas as crianças e adolescentes possam viver sua identidade com orgulho e segurança.

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