Atores e artistas usam pins em homenagem a Renee Good e contra violência da imigração nos EUA
Na recente cerimônia do Globo de Ouro, um gesto poderoso tomou conta do tapete vermelho: diversas celebridades vestiram pins com mensagens contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), em protesto contra a violência cometida por agentes da imigração, que resultou na morte de Renee Good em Minneapolis, nos Estados Unidos.
Artistas como Mark Ruffalo, Wanda Sykes, Natasha Lyonne, Jean Smart e Ariana Grande exibiram os pins com frases impactantes como “BE GOOD” e “ICE OUT”. O símbolo não ficou restrito ao red carpet; dentro do salão, as estrelas continuaram a carregar a mensagem, trazendo um tom político e de resistência para a festa, que no ano passado foi marcada por um perfil menos engajado.
Protesto que ecoa pelo país
A morte de Renee Good, atingida por um agente do ICE enquanto estava em seu carro, gerou uma onda de protestos em várias cidades americanas. Além dela, incidentes recentes como o disparo contra duas pessoas em Portland por agentes da Patrulha de Fronteira reforçam a urgência do debate sobre violência e responsabilidade dessas forças.
Em Minneapolis, onde ocorre a maior operação de imigração da história local, os confrontos entre manifestantes e policiais foram intensos. A comunidade pede justiça e transparência, enquanto o FBI investiga o caso, e o governo Trump defende a atuação do agente sob a justificativa de legítima defesa.
Ativismo e arte caminham juntos
O movimento por trás dos pins “ICE OUT” surgiu de uma conversa entre ativistas que entenderam a força dos momentos culturais para amplificar causas sociais. Inspirados por episódios históricos, como a recusa de Marlon Brando ao Oscar em 1973 para denunciar o racismo, os organizadores mobilizaram uma rede de artistas para levar a mensagem à cerimônia.
“Precisamos que toda a sociedade civil se manifeste, incluindo nossos artistas e entertainers, que refletem a sociedade”, afirmou Nelini Stamp, uma das idealizadoras do movimento. A campanha, que começou de forma grassroots, foi crescendo com apoio de influenciadores e ativistas, espalhando os pins em festas e eventos relacionados ao Globo de Ouro.
Além de destacar o nome de Renee Good, o movimento quer manter viva a memória de outras vítimas da violência do ICE, como Keith Porter, morto por um agente fora de serviço em Los Angeles, em episódio que também provocou protestos.
O poder da representatividade na luta social
Ver essas estrelas assumindo uma postura política em um dos eventos mais vistos do calendário cultural mostra que a comunidade artística pode ser uma aliada fundamental na luta contra injustiças e violências institucionais. O uso dos pins no Globo de Ouro não é apenas um ato simbólico, mas um chamado à consciência e à ação.
Para a comunidade LGBTQIA+, que historicamente enfrenta múltiplas formas de opressão, a visibilidade desses protestos em grandes palcos culturais reforça a importância da interseccionalidade nas lutas sociais. A solidariedade entre diferentes grupos marginalizados fortalece a resistência e cria redes de apoio essenciais para a construção de um mundo mais justo e inclusivo.
Esse gesto no Globo de Ouro é uma lembrança de que a arte e a cultura não existem em um vácuo: elas são espaços vivos, onde a política e a emoção se entrelaçam para transformar realidades. Celebrar talentos e premiar performances não deve se dissociar do compromisso com as causas humanas que impactam nossas vidas, especialmente as das comunidades LGBTQIA+ que buscam reconhecimento, respeito e justiça.
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