Ativistas potiguares reforçam conquistas e desafios para cidadania plena em 2026
Janeiro é o mês da visibilidade trans, um período de reafirmação, celebração e resistência para as pessoas trans e travestis no Brasil. No Rio Grande do Norte, ativistas destacam avanços importantes, mas reforçam que a luta por direitos e cidadania plena ainda é urgente e necessária.
Avanços concretos e desafios persistentes
Para a educadora popular e travesti Janaína Lima, a visibilidade trans vai além do simbólico: é uma estratégia política para garantir o direito ao bem viver. Ela lembra que o mês de janeiro, especialmente o dia 29, representa um marco histórico da luta coletiva trans no país.
“No RN, conquistamos mais de dez ambulatórios e consultórios especializados em saúde para pessoas trans, além dos programas TransCidadania municipal e estadual, do Centro LGBT de Natal e da Delegacia Especializada de Atendimento à População LGBT (DECRID). Agora, é hora de consolidar e ampliar esses avanços”, destaca Janaína.
Os principais desafios apontados por ela são a empregabilidade e a proteção social. “Precisamos de mais oportunidades de trabalho, capacitação profissional, cotas sociais e programas educacionais específicos. Também é fundamental fortalecer políticas de acolhimento, como casas abrigo, auxílio aluguel e ações contra a insegurança alimentar”, explica.
Resistência e retomada das ruas em Natal
A militante travesti Akira Vasconcellos celebra a retomada do ato público pela visibilidade trans em Natal, após 14 anos sem a manifestação na cidade. Organizado pelo Coletivo Juntos! e apoiado pelo PSOL, o evento resgata o lema “Travestir e Respeito: Vidas Trans importam!”, usado pela primeira vez em 2004.
“Trazer esse mote de volta é restaurar a memória de quem lutou por nós. Vamos reafirmar nossa luta na rua, com força e visibilidade”, afirma Akira.
O significado da data e a urgência da visibilidade
O Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro desde 2004, nasceu de uma mobilização nacional em Brasília que marcou um divisor de águas na luta contra a transfobia e na afirmação de direitos. A data é um chamado para o debate público sobre cidadania, respeito e inclusão de todas as pessoas trans e não-binárias.
Geja Muniz, pessoa não-binárie e militante do Cores Coletivo Revolucionário Socialista, ressalta que a visibilidade trans ainda é urgente, pois a população trans enfrenta desigualdades e violências diárias. “Apesar dos avanços, ainda falta cidadania plena e respeito aos direitos básicos. O mês de janeiro é um momento crucial para refletir e fortalecer a luta coletiva”, afirma.
Geja destaca o programa TransCidadania como um importante avanço que oferece formação e oportunidades de emprego para pessoas trans em situação de vulnerabilidade.
Celebrar para existir e resistir
Para a militante, celebrar a identidade trans é fundamental para a existência e fortalecimento da comunidade. Ocupação de espaços públicos, redes sociais e instituições fazem parte dessa resistência política.
Assim, o mês da visibilidade trans no RN em 2026 é um convite à reflexão, à denúncia das violências e à celebração das conquistas. A caminhada é longa, mas a união e a luta coletiva são a força que mantém vivas as histórias, as vozes e os direitos da população trans e travesti.
Reflexão final: A visibilidade trans, especialmente no contexto potiguar, é mais que uma data no calendário; é um movimento pulsante que desafia estruturas opressoras e celebra a diversidade de corpos e identidades. Para a comunidade LGBTQIA+, manter viva essa luta é garantir que cada história seja reconhecida e que o direito de existir com dignidade seja conquistado e ampliado a cada dia.
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