Musos gay e trans brilham pela primeira vez na corte do Carnaval de Florianópolis, reafirmando diversidade e inclusão
O Carnaval de Florianópolis em 2026 ganhou um marco histórico na noite da última sexta-feira, 30 de janeiro. No Largo da Alfândega, a tradicional eleição da corte carnavalesca trouxe uma novidade que aquece os corações da comunidade LGBTQIA+: pela primeira vez, os títulos de Muso Gay e Musa Trans foram oficialmente incorporados ao reinado, celebrando a pluralidade e o protagonismo de pessoas LGBTQIA+ na folia.
Reinado diverso e cheio de representatividade
Ao todo, o concurso reuniu candidatos de diferentes perfis para disputar os cargos de Rainha, princesas, casal Cidadão e Cidadã Samba, além do Muso Gay e da Musa Trans. Cinco candidatas concorreram ao título de Rainha, três ao posto de Musa Trans, seis aspirantes ao título de Muso Gay e três casais participaram da disputa para o casal Cidadão e Cidadã Samba.
Após desfiles individuais e apresentações coreográficas com trajes carnavalescos, a banca avaliadora selecionou os vencedores com base em critérios como beleza, simpatia, comunicação, extroversão e samba no pé.
Conheça os eleitos da corte do Carnaval 2026
- Rainha: Marina Telles (Consulado)
- 1ª Princesa: Bruna Barbi (Samba In)
- 2ª Princesa: Thaissa Borges (UIM)
- Muso Gay: Nicolas Bento (Coloninha)
- Musa Trans: Patrícia Fonttine (Dascuia)
- Casal Cidadão e Cidadã Samba: Luã de Farias (Protegidos) e Ana Luiza Tavares (Consulado)
Um Carnaval que abraça todas as cores da diversidade
Essa edição do concurso não só reafirma Florianópolis como uma cidade que respeita e valoriza a diversidade, mas também destaca a importância de visibilizar vozes e corpos LGBTQIA+ em espaços culturais tradicionais. O reconhecimento do Muso Gay e da Musa Trans na corte é um passo fundamental para a inclusão real, quebrando barreiras e inspirando uma nova geração a celebrar sua identidade com orgulho.
Para a comunidade LGBTQIA+, eventos como este são muito mais do que uma simples escolha de representantes: são símbolos de pertencimento, resistência e afirmação. Florianópolis, com seu espírito acolhedor, mostra que o Carnaval pode e deve ser um espaço seguro, vibrante e plural para todxs.
Este movimento abre caminhos para que outras cidades também ampliem seus olhares e incluam pessoas LGBTQIA+ em seus festejos populares. A representatividade na corte do Carnaval é um poderoso lembrete de que a folia é feita para celebrar a diversidade humana em toda sua riqueza e beleza.
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