Cantora fala sobre a dedicação necessária para desfilar e relembra sua experiência como musa da Mocidade
Anitta, uma das maiores estrelas da música brasileira, abriu o coração ao falar sobre a possibilidade de retornar aos desfiles das escolas de samba. Em entrevista recente, a cantora revelou que, embora adorasse desfilar novamente, é preciso muito mais do que vontade: dedicação e conexão verdadeira com a comunidade são fundamentais.
Sonho e realidade: os bastidores do desfile
Aos 32 anos, Anitta relembrou sua participação como musa da Mocidade Independente de Padre Miguel, em 2016, quando ainda tinha mais tempo para se dedicar aos ensaios. “Desfilar para a escola de samba requer muita presença nos ensaios e eu já tenho os meus ensaios, então eu acho que seria um sonho”, contou a artista. Naquela época, ela chegou a ser convidada para ser rainha de bateria, mas a negociação não avançou.
“Para você desfilar numa escola requer ter aquela conexão verdadeira e aquele tempo dedicado e eu, nesse momento, tenho o meu projeto. Mas eu adoraria”, explicou Anitta, mostrando que o carinho pelo Carnaval e pela cultura do samba continua vivo, mesmo diante da rotina intensa que sua carreira exige.
Turnê inspirada no cosmos e na espiritualidade
Atualmente, Anitta está em uma fase de profunda conexão espiritual, que se reflete na sua turnê pré-carnaval chamada “Cosmos”. Cada apresentação traz uma fantasia representando um signo diferente do zodíaco, e as noites de show são marcadas por cores específicas que reforçam essa ligação com a astrologia.
O roteiro da turnê já passou por várias cidades brasileiras, como Belém, no Pará, Fortaleza, Rio de Janeiro, Recife, Brasília e Belo Horizonte, levando uma energia renovada e cheia de significado para o público. Essa nova fase da cantora mostra uma artista que busca se reinventar e se conectar com sua essência, além de celebrar a diversidade cultural do Brasil.
O significado do samba e da representatividade
O samba é mais do que um ritmo; é um espaço de pertencimento e resistência, especialmente para a comunidade LGBTQIA+. Anitta, como figura pública e influenciadora, reconhece a importância dessa cultura e o impacto que sua participação pode ter. O retorno da cantora aos desfiles poderia ser um símbolo de inclusão e visibilidade, fortalecendo ainda mais a representatividade queer no Carnaval.
A palavra-chave “escolas de samba” aparece naturalmente neste contexto, ressaltando a importância dessas instituições na trajetória da artista e na cultura brasileira.
Para a comunidade LGBTQIA+, ver uma artista como Anitta dialogar abertamente sobre seu vínculo com as escolas de samba é um lembrete de que o Carnaval é um espaço de celebração da diversidade, onde todas as identidades têm lugar para brilhar.
Mais do que um espetáculo, o samba e o Carnaval são territórios de empoderamento e expressão, especialmente para corpos e vozes que, historicamente, foram marginalizados. O desejo de Anitta de voltar a desfilar reflete essa busca por conexão genuína, algo que vai muito além da fama ou da performance, atingindo o coração da cultura popular brasileira.
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