Conheça a história da artista que criou Petra, seu alter ego drag queen, símbolo de resistência e liberdade
Marlène Schaff é uma artista multifacetada que conquistou o público inicialmente como professora de expressão cênica na “Star Academy”. Mas foi ao criar Petra, seu alter ego drag queen, que ela encontrou uma nova voz para expressar sua rebeldia e autenticidade no palco.
O espetáculo A Queen is Born, apresentado no teatro Alhambra em Paris e em turnê pelo país, é uma verdadeira celebração da arte drag sob uma perspectiva única: Petra é a versão mais ousada, brilhante e empoderada de Marlène, uma espécie de “Wonder Woman” pessoal que desfila um visual extravagante e carregado de significado.
A origem de Petra: resistência e reinvenção
Em 2018, durante sessões de terapia, Marlène percebeu que havia se afastado da cena para dedicar toda sua energia aos outros, perdendo assim sua própria luz. Foi seu terapeuta quem sugeriu que ela explorasse o universo drag, questionando os estereótipos de gênero que limitam a expressão artística.
Petra nasceu, então, como um manifesto contra as imposições sociais que desde a infância tentaram silenciar e enquadrar Marlène. Ela é o dedo médio brilhante, o grito pailleté, a resposta a todos os olhares e comentários que tentam apagar a luz alheia.
Construindo uma identidade drag que transcende gêneros
Desafiando a ideia de que drag queens são apenas homens gays vestidos de mulher, Marlène criou Petra para ser a versão mais feminina e potente de si mesma. Com corsets exagerados, perucas cacheadas e maquiagem vibrante, Petra é um símbolo do feminismo radical e da liberdade de ser quem se é.
O nome Petra veio de uma lembrança afetiva: uma boneca Barbie alemã que seu pai lhe trazia da Alemanha, que representava para ela a força e a feminilidade que Petra encarna hoje.
Legitimidade, aceitação e celebração
Marlène enfrentou dúvidas internas e temores sobre sua legitimidade enquanto mulher cis criando um personagem drag, mas o apoio da comunidade LGBTQIA+ e de amigos foi fundamental para sua afirmação. Petra é um tributo às mulheres que foram historicamente excluídas dos palcos e à própria comunidade queer que luta por espaço e visibilidade.
O espetáculo tem conquistado públicos diversos, de 7 a 77 anos, trazendo a mensagem de que todos têm direito a brilhar e serem aceitos.
O impacto cultural e social de Petra
Petra não é apenas um personagem; é um símbolo de transformação e resistência que convida a comunidade LGBTQIA+ e aliados a refletirem sobre as barreiras de gênero, preconceitos e o poder da arte como ferramenta de empoderamento. Em tempos onde a diversidade ainda enfrenta desafios, a criação de Marlène Schaff ilumina caminhos para que cada pessoa encontre sua própria luz e voz.
Assim, Petra brilha não só como uma drag queen no palco, mas como uma chama que inspira coragem e autenticidade para toda a comunidade. Seu manifesto pailleté é um convite para que a gente se liberte dos padrões e celebre a pluralidade de identidades com orgulho e amor.
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