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Ativista gay iraniano relata torturas e luta por liberdade LGBTQIA+

Ramtin Zigorat escapou da pena de morte no Irã e hoje defende direitos LGBTQIA+ e a esperança de mudança
Ativista gay iraniano relata torturas e luta por liberdade LGBTQIA+

Ramtin Zigorat escapou da pena de morte no Irã e hoje defende direitos LGBTQIA+ e a esperança de mudança

Ramtin Zigorat, ativista LGBTQIA+ nascido em Tabriz, Irã, compartilha um relato impactante de sua trajetória marcada pela perseguição brutal por ser gay em um dos países mais repressivos do mundo para a diversidade sexual. Condenado à morte pelo regime dos aiatolás, ele sofreu torturas físicas e psicológicas, incluindo abusos e a obrigatoriedade de assistir execuções para entender seu destino iminente. Após escapar, Ramtin encontrou refúgio na Espanha, onde luta por direitos humanos e pela visibilidade da comunidade LGBTQIA+ iraniana.

Descobrindo sua identidade em um país hostil

Ramtin cresceu sentindo-se diferente, mas só aos 13 anos teve acesso à informação sobre ser gay, por meio da internet. O ambiente conservador e machista do Irã tornava impossível aceitar sua orientação. Quando revelou sua identidade a um professor, sofreu repressão imediata, sendo forçado a tomar medicamentos que o deixaram debilitado. A família demorou a aceitar, e ele enfrentou violência até mesmo de parentes próximos.

Violência e violação: o horror da repressão estatal

Durante a universidade, Ramtin foi vítima de uma violação múltipla que marcou sua vida para sempre. No Irã, a culpa recai sobre o homem gay, especialmente o passivo, que é criminalizado severamente, inclusive com pena de morte. Ele não tinha a quem recorrer, vivendo uma solidão profunda em meio a um sistema que criminalizava sua existência.

Ativismo clandestino e resistência

Mesmo com o risco extremo, Ramtin iniciou um ativismo secreto para apoiar outras pessoas LGBTQIA+, distribuindo informações e símbolos do movimento em meio à repressão. O grupo de poucos membros enfrentava o medo constante de prisão e morte, mas encontrava força na solidariedade e na esperança de um futuro melhor.

Prisão, tortura e fuga para a liberdade

Capturado pela Guarda Revolucionária, Ramtin passou por dias de tortura brutal, incluindo humilhações e o trauma de assistir execuções diárias para preparar sua própria morte. Sua mãe lutou para tirá-lo da prisão, vendendo bens e pagando subornos, mas ele teve que cumprir dois anos de confinamento domiciliar. Após a morte da mãe, conseguiu fugir para a Turquia e, depois, para a Espanha, onde reconstrói sua vida.

A guerra e o futuro do Irã

De seu refúgio na Espanha, Ramtin analisa a guerra atual no Oriente Médio como resultado de décadas de repressão e fundamentalismo. Ele aponta que o verdadeiro inimigo do povo iraniano sempre foi o regime dos aiatolás, que sacrificou o país em nome de ideologias radicais e interesses externos. Apesar do sofrimento, ele acredita na queda próxima do regime e na possibilidade de uma monarquia parlamentar como alternativa, com o apoio do filho do xá, Reza Pahlavi.

Impacto e esperança para a comunidade LGBTQIA+

O relato de Ramtin Zigorat transcende a dor pessoal e se torna um símbolo da luta LGBTQIA+ contra regimes autoritários e sociedades opressoras. Sua coragem em denunciar as atrocidades e seu trabalho na Espanha são um farol para muitos que ainda enfrentam perseguições pelo mundo. A história dele nos lembra da importância da solidariedade global e da urgência de garantir direitos e dignidade para todas as pessoas, independente de sua orientação ou identidade.

Para a comunidade LGBTQIA+, a trajetória de Ramtin representa tanto a brutal realidade enfrentada em muitos lugares quanto a resiliência e a esperança que alimentam a luta por liberdade. Seu testemunho é um chamado à ação e à empatia, mostrando que a visibilidade e o apoio internacional são fundamentais para salvar vidas e construir um mundo mais justo e acolhedor.

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