No dia em que Salvador completa 477 anos, nomes da gastronomia destacam memória, afeto e a força cultural da capital baiana. Entenda.
O aniversário de Salvador, celebrado neste 29 de março, colocou a capital baiana entre os assuntos em alta no Brasil ao marcar os 477 anos da primeira capital do país. Na data, chefs ligados à cena gastronômica local falaram sobre os lugares, sabores e afetos que ajudam a explicar por que a cidade segue tão central na cultura brasileira.
Fundada em 29 de março de 1549 por Tomé de Souza, Salvador ocupa um lugar simbólico na história do Brasil. E, neste ano, o interesse renovado pela cidade ganhou força nas buscas por reunir comemorações oficiais, curiosidades sobre a identidade soteropolitana e também relatos de quem vive a cidade por dentro — como aconteceu na reportagem da VEJA, que ouviu Fabrício Lemos, Lisiane Arouca e Kaywa Hilton.
Por que o aniversário de Salvador está em alta?
A explicação é direta: a cidade faz aniversário neste sábado, 29 de março, e a data costuma mobilizar cobertura especial, programação cultural e homenagens nas redes. Em 2026, isso se somou a conteúdos sobre gírias locais, eventos no Farol da Barra e depoimentos de chefs que associam Salvador a acolhimento, criatividade e memória afetiva.
Na reportagem que impulsionou o tema, o chef Fabrício Lemos, do Grupo OriGem, destacou que gosta de usar o tempo na cidade para se reconectar com as próprias raízes. Segundo ele, a Cidade Baixa, o Bonfim e a Pedra Furada são paradas cheias de significado pessoal. O cozinheiro também citou o banho de mar na Baía de Todos-os-Santos, especialmente no Porto da Barra, além das idas ao Centro Histórico e aos bailes do Carmo.
Fabrício ainda chamou atenção para um ponto importante: a necessidade de o turista conhecer Salvador para romper preconceitos ainda existentes sobre a capital baiana. Na avaliação dele, a cidade sabe receber bem, é acolhedora e hoje está estruturada para receber visitantes.
Essa percepção ajuda a entender por que o tema repercute tanto. Não se trata apenas de uma efeméride. O aniversário de Salvador reacende conversas sobre pertencimento, turismo, cultura e sobre a forma como a cidade é vista pelo resto do país.
O que os chefs disseram sobre a alma de Salvador?
A confeiteira Lisiane Arouca, parceira de vida e de trabalho de Fabrício Lemos, resumiu Salvador como um lugar onde experiências simples ganham densidade emocional. Para ela, sentir o cheiro do mar, ouvir música pelas ruas e comer bem faz parte de um cotidiano que mistura memória e afeto. A chef também ressaltou a riqueza cultural, histórica e gastronômica da cidade.
Já o chef Kaywa Hilton, que passou 13 anos fora de Salvador antes de voltar para comandar o Boia e o Maré Praia do Forte, destacou a personalidade do povo soteropolitano. Segundo ele, depois de rodar o mundo, decidiu retornar porque a experiência de viver ali é diferente. Em sua leitura, são as pessoas que constroem a cidade e a mantêm viva, e essa energia criativa aparece com força também na gastronomia.
Kaywa citou hábitos que traduzem bem essa relação cotidiana com a capital: tomar café da manhã na Avenida Dois de Julho e aproveitar o fim de tarde em Santo Antônio Além do Carmo. Para o chef, Salvador é versátil e oferece experiências marcantes a quem decide vivê-la de verdade.
Qual é o peso cultural de Salvador para o Brasil e para a comunidade LGBTQ+?
Mesmo quando a pauta principal passa pela gastronomia, é impossível separar Salvador de sua dimensão cultural mais ampla. Como primeira capital do Brasil e um dos maiores centros de produção afro-brasileira do país, a cidade tem papel decisivo na música, na culinária, na religiosidade, na linguagem e no modo como o Brasil se reconhece.
Para a comunidade LGBTQ+, Salvador também carrega relevância especial por sua vida cultural pulsante, sua tradição de rua, festa e diversidade, além de espaços onde diferentes expressões de identidade e afeto encontram visibilidade. Em datas comemorativas como esta, cresce também o interesse por uma cidade que, com todas as contradições urbanas que enfrenta, segue sendo referência de mistura, invenção e hospitalidade.
Ao falar de mar, centro histórico, orla, comida e encontros, os chefs ouvidos pela VEJA acabam descrevendo algo maior do que um roteiro turístico: eles apontam para uma Salvador sensorial, vivida no corpo e na memória. Isso ajuda a explicar por que o assunto mobiliza buscas, compartilhamentos e comentários muito além da Bahia.
Na avaliação da redação do A Capa, o aniversário de Salvador ganha relevância nacional porque a cidade simboliza uma ideia de Brasil que passa por diversidade, ancestralidade e convivência. Quando chefs falam em afeto, acolhimento e criatividade, eles tocam em valores que também interessam diretamente ao público LGBTQ+ — especialmente num momento em que destinos culturais e experiências autênticas pesam cada vez mais no debate sobre turismo e pertencimento.
Perguntas Frequentes
Quando é o aniversário de Salvador?
O aniversário de Salvador é celebrado em 29 de março. Em 2026, a capital baiana completa 477 anos.
Quem fundou Salvador?
Salvador foi fundada em 29 de março de 1549 por Tomé de Souza, o primeiro governador-geral do Brasil.
Por que Salvador é tão importante na história do Brasil?
Porque foi a primeira capital do país e se tornou um dos principais centros de formação cultural, histórica e social do Brasil.
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