Artistas e ativistas exigem o fim da detenção de crianças e famílias em condições desumanas em Dilley, Texas
Um grupo expressivo de artistas, ativistas e especialistas se uniu para exigir o fechamento imediato do Centro de Processamento de Imigração de Dilley, no Texas, uma instalação da ICE (Imigração e Alfândega dos EUA) que mantém crianças e famílias detidas em condições precárias e desumanas.
Entre os signatários da carta pública estão nomes de peso como Madonna, Pedro Pascal, Ms. Rachel, John Legend, Javier Bardem, Mark Ruffalo, Brittney Griner, America Ferrera, Elliot Page, Jane Fonda, Billy Porter, Keke Palmer e Hasan Minhaj, entre muitos outros. A iniciativa denuncia que essas crianças sofrem traumas e abusos, além de violações básicas de saúde, segurança e dignidade humana.
Condições degradantes e apelo por mudanças
O documento destaca denúncias de abusos como a recusa em fornecer água limpa, alimentos podres contaminados por vermes, negligência médica grave, privação de sono, negação de acesso a advogados, separação de crianças das famílias e retaliações contra familiares que protestam contra as condições do centro.
“Crianças pertencem a escolas e parques, não a centros de detenção”, afirmam os signatários, que pedem ao governo federal e à empresa privada CoreCivic a desativação imediata da instalação, devolvendo as famílias às comunidades de origem.
Contexto e repercussão
O centro de Dilley tem estado sob intenso escrutínio nos últimos meses, com relatos de surtos de sarampo, alimentos e água contaminados, cuidados médicos insuficientes e prisões ilegais. A repercussão aumentou após imagens do menino de 5 anos Liam Conejo Ramos, detido com seu pai em Minneapolis, viralizarem, mostrando-o com uma mochila do Homem-Aranha ao ser levado pelas autoridades.
Ms. Rachel, educadora e personalidade pública, tem se manifestado contra as condições do centro, reforçando que “toda criança merece sentir-se segura, cuidada e tratada com dignidade” e que “nenhuma criança deveria estar presa em um centro de detenção de imigração, sujeita a condições cruéis”.
Um chamado à empatia e ação
Essa mobilização reforça a urgência de repensar políticas que mantêm crianças e famílias em espaços que mais se assemelham a prisões do que a ambientes de acolhimento. A união de tantas vozes reconhecidas da cultura e do ativismo é um convite para que a sociedade brasileira LGBTQIA+ também reflita sobre as fronteiras da empatia, os direitos humanos e o cuidado com os mais vulneráveis, especialmente diante de sistemas que reproduzem exclusão e violência.
O fechamento do centro de detenção da ICE em Dilley simboliza uma luta maior contra o encarceramento de inocentes e abre espaço para debates sobre justiça, acolhimento e respeito às identidades e histórias de vida diversas. É um lembrete de que a defesa dos direitos humanos deve ser transversal e inclusiva, ecoando também nas comunidades LGBTQIA+ que enfrentam marginalizações e preconceitos.
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