O chamado “Deus do Caos” passará perto da Terra em abril de 2029 e pode ficar visível sem telescópio. Entenda o que já se sabe.
O asteroide 99942 Apófis, apelidado de “Deus do Caos”, voltou a chamar atenção nesta semana após reportagens destacarem sua aproximação da Terra em 13 de abril de 2029. Segundo os cálculos divulgados, o objeto passará a cerca de 32 mil quilômetros do planeta e poderá até ser visto a olho nu em algumas regiões do mundo.
É justamente por isso que o tema entrou em alta no Brasil: a ideia de observar um asteroide sem equipamentos especiais mexe com a imaginação coletiva, mistura fascínio com um certo frio na barriga e reacende dúvidas antigas sobre risco de colisão. No caso de Apófis, porém, observações posteriores já descartaram impacto com a Terra nessa passagem.
Por que o asteroide Apófis está em alta agora?
A nova onda de buscas acontece porque a passagem de Apófis em 2029 é considerada um evento astronômico raro e visualmente marcante. De acordo com as informações publicadas, o ponto de maior aproximação deve ocorrer às 18h45 no horário de Brasília, enquanto o brilho máximo do objeto está previsto para cerca de 17h30.
A melhor observação, até o momento, é projetada para áreas da Europa, África e Ásia Ocidental. Ainda não há confirmação se o fenômeno poderá ser visto do Brasil, já que isso depende de novos cálculos e também de condições práticas, como céu limpo e baixa poluição luminosa. Se houver visibilidade por aqui, lugares afastados das grandes cidades devem oferecer a melhor experiência.
O interesse brasileiro também cresce porque a distância prevista é comparável à faixa em que operam satélites geoestacionários, usados em comunicações e meteorologia. Em outras palavras, trata-se de uma passagem próxima em escala astronômica, o que ajuda a explicar o impacto da notícia nas redes e no Google Trends.
O que é o “Deus do Caos” e ele oferece perigo?
O nome oficial do corpo celeste é 99942 Apófis. O apelido vem de Apófis, figura da mitologia egípcia associada ao caos e à escuridão, geralmente representada como uma serpente. O tom dramático do nome contribui bastante para a curiosidade pública, mas ele não significa, por si só, ameaça iminente.
Quando foi descoberto, em 2004, o asteroide gerou preocupação porque estimativas iniciais indicavam uma possibilidade de choque com a Terra. Depois de observações mais precisas e rastreamentos subsequentes, esse cenário foi descartado para a passagem de 2029. Ainda assim, o objeto segue classificado como potencialmente perigoso por causa da combinação entre tamanho e proximidade orbital.
Segundo as informações divulgadas, Apófis tem cerca de 375 metros de diâmetro. Isso faz dele um objeto relevante para a ciência planetária, especialmente porque sua aproximação dará às agências espaciais uma chance rara de estudá-lo em detalhes antes, durante e depois da passagem.
Quais missões vão estudar o asteroide?
A aproximação de 2029 já mobiliza programas científicos internacionais. A Agência Espacial Europeia (ESA) planeja lançar em 2028 a missão Ramses, com o objetivo de observar Apófis durante sua chegada à vizinhança da Terra.
Já a Nasa pretende usar a missão Osiris-Apex para orbitar o asteroide em junho de 2029, cerca de dois meses após a passagem. A proposta é entender como o corpo rochoso terá sido afetado por ter chegado tão perto do nosso planeta.
Essas missões importam não só para a astronomia, mas também para estratégias futuras de defesa planetária. Quanto mais cientistas souberem sobre composição, órbita e comportamento desses objetos, maior a capacidade de resposta diante de ameaças reais no futuro.
O que essa notícia desperta além da curiosidade?
Fenômenos como esse costumam viralizar porque unem ciência, imaginação e cultura pop. Para muita gente LGBTQ+, especialmente quem cresceu encontrando na ficção científica um espaço de pertencimento, olhar para o céu também é uma forma de sonhar outros futuros possíveis. A astronomia, quando chega ao noticiário de forma acessível, pode aproximar mais pessoas da ciência e da sensação de fazer parte de algo maior.
Na avaliação da redação do A Capa, o interesse por Apófis mostra como a divulgação científica ganha força quando fala com o cotidiano e com a emoção das pessoas, sem abandonar a precisão. Em tempos de desinformação, é importante separar o susto do fato: o asteroide impressiona pela proximidade prevista em 2029, mas a possibilidade de impacto nessa passagem foi descartada. O lado mais interessante, agora, é acompanhar como a ciência internacional — e o público brasileiro — vai se preparar para assistir a esse encontro raro com o céu.
Perguntas Frequentes
O asteroide Apófis vai atingir a Terra em 2029?
Não. As observações mais recentes descartaram a possibilidade de colisão com a Terra nessa passagem prevista para 13 de abril de 2029.
Vai dar para ver o asteroide do Brasil?
Ainda não há confirmação. A melhor visibilidade prevista é para partes da Europa, África e Ásia Ocidental, mas novos cálculos ainda devem indicar se haverá chance de observação em território brasileiro.
Por que Apófis é chamado de “Deus do Caos”?
O apelido faz referência a uma divindade da mitologia egípcia ligada ao caos e à escuridão. O nome ajudou a popularizar o asteroide, especialmente após o temor inicial gerado na época de sua descoberta.
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