Eliminadas se enfrentam em batalhas de lip sync ao som de RuPaul, buscando o prêmio de US$ 50 mil e uma coroa exclusiva
Na penúltima etapa da 18ª temporada de RuPaul’s Drag Race, o episódio 15 trouxe um formato inédito, o desafio “LalapaRuza” – uma competição entre as queens eliminadas para conquistar um prêmio de US$ 50 mil e uma coroa exclusiva. Diferente dos tradicionais lip syncs ao som de hits variados, desta vez as performances foram ao som de músicas assinadas pela própria RuPaul, aumentando a pressão para as participantes impressionarem a rainha máxima do reality.
Formato e Dinâmica do Desafio
As queens eliminadas foram divididas em três chaves, enfrentando-se em batalhas de lip sync que misturaram veteranas e favoritas da temporada. O primeiro grupo reuniu as primeiras eliminadas, como Ciara Myst e Athena Dion, enquanto as fases seguintes trouxeram a inclusão das queens eliminadas mais recentemente, incluindo nomes como Juicy Love Dion e Jane Don’t.
Apesar da ideia promissora, a dinâmica do “LalapaRuza” foi alvo de críticas entre fãs e especialistas. A concentração das queens consideradas “lip sync assassinas” em determinadas chaves gerou um desequilíbrio na competição, deixando algumas batalhas previsíveis e outras menos empolgantes.
Performances e Resultados
O momento mais esperado foi o embate final entre Juicy Love Dion e Mia Starr, duas queens queridas pelo público. No entanto, a repetição desse confronto, que já havia ocorrido em episódios anteriores, causou certa fadiga nos espectadores. A vitória de Juicy Love Dion, apesar de merecida pela técnica e carisma, levantou questionamentos sobre a imparcialidade do desafio, dada a sua performance quase impecável e polida, que em alguns momentos parecia mais uma apresentação robótica do que uma expressão artística espontânea.
Além disso, a edição do episódio gerou desconforto para quem acompanha com atenção, especialmente pela escolha da produção em cortar para reações da plateia em momentos cruciais, em vez de focar na performance das queens. Muitos pediram que as próximas edições adotem o recurso de tela dividida para que a intensidade do lip sync seja capturada integralmente, valorizando a arte e emoção do momento.
O Impacto na Temporada e na Representatividade
Este episódio finaliza a temporada com um tom misto: por um lado, celebra o talento e a diversidade das queens eliminadas, que ganham uma nova chance de brilhar; por outro, evidencia os desafios do formato em manter a autenticidade e o frescor do reality, sobretudo em uma temporada marcada por queens muito preparadas e experientes.
Para a comunidade LGBTQIA+, o “LalapaRuza” reforça a importância de espaços onde todas as vozes e estilos possam ser reconhecidos, mesmo após a eliminação. A batalha pelo reconhecimento e pela coroa simbólica é um lembrete de que o talento não se perde com a saída do palco principal, e que a luta por visibilidade e respeito continua.
Apesar das críticas, o episódio serve como um momento de reflexão sobre o que torna o lip sync tão poderoso: a conexão emocional, a autenticidade e a expressão verdadeira de identidade. Quando esses elementos brilham, a arte drag transcende a competição e se torna um manifesto de orgulho e resistência.
Esperamos que as futuras edições tragam mais equilíbrio e originalidade, valorizando as nuances da cultura drag e fortalecendo o elo entre as queens e o público que as ama. Afinal, a verdadeira realness do lip sync está na alma de quem se apresenta, e é essa energia que move toda a comunidade LGBTQIA+.
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