Cantora fala sobre autoconhecimento e defende autonomia em meio a críticas sobre sua aproximação com xamã
Anitta, uma das maiores vozes da música brasileira, decidiu abrir o jogo sobre sua relação com Max Tovar, conhecida como xamã e cosmoterapeuta. Em coletiva de imprensa para divulgar seu álbum “EQUILIBRIVM”, a cantora de 33 anos negou categoricamente que Max seja sua “guru espiritual” e afirmou que esse rótulo gera incômodo para ambas.
“Tem uma fala muito importante, que até está no livro que eu fiz com a Max, que é a xamã com quem fiz retiros. Ela não é minha guru. Tenho até um certo incômodo com esse nome, ela odeia, eu também. Ninguém é guru de ninguém, a gente é guru da gente mesmo”, explicou Anitta, enfatizando a importância da autonomia e do autoconhecimento.
Reflexões sobre ódio e intolerância nas redes sociais
Durante a entrevista, Anitta também comentou uma reflexão atribuída a Maria Madalena, presente no livro “Musculatura da alma: 33 práticas para alinhar corpo, mente e espírito”, escrito por Max Tovar com prefácio da própria cantora. A frase alerta que “o inimigo vence quando faz a gente virar um espelho do que ele é”.
Para Anitta, essa mensagem é fundamental para evitar que a luta por causas justas se transforme em uma repetição do que se combate, especialmente no ambiente das redes sociais. “Às vezes, a gente acha que está lutando por algo positivo, mas acaba se tornando um reflexo do inimigo, no ódio, no rancor, na falta de tolerância. Eu acho que o inimigo de tudo é a alienação, quando você segue as coisas só para pertencer, só para fazer parte, e não a partir do seu próprio entendimento”, refletiu.
O caminho do autoconhecimento após crise de saúde
A aproximação de Anitta com Max Tovar começou em meio a um momento delicado na vida da cantora. Após enfrentar uma crise de saúde no final de 2022, que a deixou hospitalizada por meses e gerou preocupações sobre diagnósticos graves, Anitta passou a buscar equilíbrio e autoconhecimento.
Foi então que ela conheceu Max, com quem participou de um retiro de cinco dias chamado “Imersão de Reprogramação para a Regestação”, realizado no sítio da xamã em outubro de 2023. A parceria se estendeu ainda para a coautoria do livro mencionado, que aborda práticas para alinhar corpo, mente e espírito.
Max Tovar também já se posicionou publicamente para desfazer mal-entendidos sobre seu papel na vida da cantora. Em entrevista, a xamã afirmou que seu trabalho é a “libertação da mente, não uma dominação”, rejeitando a ideia de que estaria influenciando Anitta a mudar sua essência ou seguir um caminho rígido de espiritualidade.
“As pessoas têm uma ideia totalmente equivocada de que a Max está fazendo a cabeça de Anitta pra ela deixar de ser Anitta, porque agora ela tem que ser santa, de que estou tirando ela do pecado para levar para outro lugar. Isso é uma dominação sobre a mente, e nós trabalhamos com a libertação da mente”, explicou Max.
Representatividade e empoderamento na jornada de Anitta
A cantora, que sempre foi referência de empoderamento para a comunidade LGBTQIA+, traz nessa fase da vida uma mensagem potente sobre autonomia, autoconhecimento e respeito às próprias escolhas. A relação com Max Tovar não representa uma entrega a uma figura de autoridade espiritual, mas sim uma parceria que a auxilia a se reconectar consigo mesma, especialmente após os desafios pessoais enfrentados.
Ao rejeitar o rótulo de guru espiritual, Anitta reafirma que o poder está dentro de cada pessoa, um discurso que ressoa profundamente na comunidade LGBTQIA+, que historicamente luta por reconhecimento e autonomia sobre suas próprias trajetórias.
Essa conversa pública sobre espiritualidade, saúde mental e autenticidade também contribui para desmistificar conceitos e incentivar debates mais amplos sobre a pluralidade de caminhos possíveis para o bem-estar e a realização pessoal.
Na cultura pop brasileira, a postura transparente e firme de Anitta reforça a importância de acolher as próprias vulnerabilidades e buscar caminhos próprios, longe de rótulos e imposições. Para a comunidade LGBTQIA+, que valoriza a liberdade de ser, essa narrativa traz inspiração para continuar lutando por espaços onde a diversidade de experiências e formas de existir sejam celebradas e respeitadas.
Que tal um namorado ou um encontro quente?


