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Anitta abre shows de The Weeknd com álbum ‘Equilibrivm’ em transição

Cantora aposta no funk para turnê do canadense e revela novo projeto conceitual e íntimo
Anitta abre shows de The Weeknd com álbum 'Equilibrivm' em transição

Cantora aposta no funk para turnê do canadense e revela novo projeto conceitual e íntimo

Em uma fase de transformação artística, Anitta se prepara para abrir os shows do canadense The Weeknd no Brasil, trazendo uma energia vibrante e alinhada ao funk que marcou sua carreira. Apesar do recente lançamento do álbum Equilibrivm, a cantora decidiu não focar no repertório do disco para essas apresentações, optando por um setlist mais direto e impactante, que dialogue com a atmosfera sombria e cinematográfica da turnê do artista internacional.

Funk em evidência na abertura da turnê

Para Anitta, a escolha de não apresentar faixas como “Ternura” ou outras mais introspectivas do álbum Equilibrivm está relacionada ao contexto do show. “Não dá para eu cantar ‘Ternura’ naquele palco do The Weeknd. A música que deu certo com ele é um funkão explícito”, afirmou a artista, ressaltando que a apresentação terá uma duração mais curta e um clima alinhado ao espetáculo global do canadense. Além de abrir os shows, ela também dividirá o palco com The Weeknd na parceria “São Paulo”, que faz parte do repertório do astro.

O álbum ‘Equilibrivm’ e seu conceito profundo

Lançado recentemente, Equilibrivm é o oitavo álbum de estúdio de Anitta e representa uma guinada na sua carreira, explorando sonoridades como samba, MPB e afrobeat, além do funk tradicional que a consagrou. Com participações de nomes como Liniker, Luedji Luna e Rincon Sapiência, o projeto traz uma narrativa estruturada como um ritual, começando e terminando com referências à pombagira, entidade feminina das religiões de matriz africana.

Mais do que um álbum, Anitta o enxerga como uma experiência simbólica e espiritual, que busca fortalecer pessoas que enfrentam julgamentos sociais e preconceitos, especialmente ligados à religião. “Espero que ajude as pessoas a se sentirem mais fortes, principalmente diante do julgamento social”, declarou a cantora, que evita, porém, colocar o disco como uma arma direta contra o preconceito religioso.

Arte, posicionamento e liberdade criativa

Anitta reforça que vê sua arte como um espaço para provocar reflexões e dialogar com questões sociais e políticas, mas sem perder a liberdade criativa. Para ela, a preocupação excessiva em “lacrar” pode prejudicar a qualidade do trabalho. O álbum Equilibrivm surge como uma resposta à polarização e ao ambiente de intolerância que domina as redes sociais, com um apelo à empatia e à superação do ódio.

Sobre críticas vindas de grupos conservadores, Anitta é categórica: não direciona seu trabalho para esse público. “Eles não estão interessados em mim, só se for para ganhar engajamento, para falar mal. Vejo como uma coisa completamente indiferente e irrelevante”, afirmou.

Parceria com Shakira e investimento no projeto

Um dos destaques do álbum é a colaboração com Shakira na faixa “Choka Choka”. A amizade entre as duas, que moram próximas em Miami, facilitou a parceria, que foi gravada à distância. Anitta elogia a cantora colombiana como uma amiga cuidadosa e presente, ressaltando a importância da conexão entre elas, especialmente com Shakira prestes a fazer um grande show no Rio de Janeiro.

Além do conceito e das parcerias, Equilibrivm é o projeto mais caro da carreira de Anitta, com gravações em locações como Ibitipoca (MG) e Serra da Ibiapaba (CE), além de uma produção robusta e uma estratégia de divulgação ambiciosa. “Foi o álbum que mais gastei dinheiro em tudo”, revelou a cantora.

Futuro da turnê: mais intimista e conceitual

Enquanto a abertura dos shows do The Weeknd aposta em repertório funk e energia de arena, a turnê própria de Equilibrivm seguirá um caminho mais íntimo e conceitual. Anitta planeja apresentações menores, voltadas a um público que conheça e se conecte com a narrativa completa do álbum. “Não vai ser um show popular. Para ir, você precisa ter ouvido o álbum inteiro”, explicou, destacando a proposta de uma experiência introspectiva, distante do formato festivo de seus projetos anteriores.

Com essa fase de transição, Anitta reafirma sua versatilidade e capacidade de reinventar sua arte, dialogando com diferentes públicos e mostrando que é possível unir sucesso comercial e profundidade artística.

Este momento da carreira de Anitta revela não apenas a força do funk, mas também a coragem de uma artista que se permite explorar sua identidade e espiritualidade sem perder o brilho e a conexão com seus fãs. Para a comunidade LGBTQIA+, que acompanha e celebra sua trajetória, essa dualidade entre espetáculo e intimidade inspira a busca por equilíbrio entre visibilidade e autenticidade.

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