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Rede cristã lança plano para bloquear conteúdo LGBT e adulto

Operadora Radiant Mobile cria ambiente ‘Jesus-cêntrico’ com bloqueios a pornografia e temas LGBTQIA+
Rede cristã lança plano para bloquear conteúdo LGBT e adulto

Operadora Radiant Mobile cria ambiente ‘Jesus-cêntrico’ com bloqueios a pornografia e temas LGBTQIA+

Na última terça-feira, 5 de maio de 2026, foi lançada nos Estados Unidos a Radiant Mobile, uma operadora de telefonia móvel que promete oferecer um ambiente totalmente “Jesus-cêntrico”, bloqueando o acesso a mais de 100 categorias de conteúdo na internet, incluindo pornografia, jogos, violência, satanismo e, de forma explícita, conteúdos relacionados à comunidade LGBTQIA+ e questões trans.

Uma rede criada para excluir o que chamam de “conteúdo LGBT”

Idealizada por Paul Fisher, ex-agente de modelos, a Radiant Mobile utiliza a tecnologia da empresa israelense Allot para categorizar e bloquear sites em nível de rede, impedindo que os usuários contornem as restrições. Entre as medidas, está a capacidade de bloquear subdomínios específicos ligados a temas LGBTQIA+. Por exemplo, um domínio universitário padrão permaneceria acessível, mas subdomínios relacionados a grupos LGBT seriam bloqueados.

Fisher declara que seu objetivo é criar “um ambiente que seja Jesus-cêntrico, livre de pornografia, livre de LGBT, livre de trans”. Para isso, a operadora já firmou parcerias com milhares de igrejas nos Estados Unidos, planejando até mesmo direcionar parte da mensalidade de US$ 30 dos assinantes para as congregações parceiras.

Bloqueios amplos e controvérsias sociais

Além do bloqueio de conteúdo adulto e LGBTQIA+, a Radiant Mobile também filtra material relacionado a violência, automutilação, malwares, jogos e seitas, incluindo sites ligados ao satanismo. A ideia é que, ao tentar acessar qualquer site categorizado como proibido, o usuário simplesmente não consiga carregar a página.

O serviço opera como um MVNO, ou seja, não possui torres próprias e usa a infraestrutura da T-Mobile, que não mantém uma relação direta com a Radiant, operando via um intermediário. A T-Mobile não se posicionou oficialmente sobre a política de bloqueios da Radiant.

Impacto e contexto político

Este lançamento ocorre em um momento de grande polarização política nos Estados Unidos, com o governo Trump apoiando fortemente o cristianismo evangélico e se posicionando contra os direitos trans. O projeto da Radiant Mobile reflete essa conjuntura, buscando criar espaços digitais que excluem deliberadamente as identidades LGBTQIA+.

O ministro Chris Klimis, diretor operacional da Radiant, afirma que a iniciativa busca combater uma “crise da pornografia” que afeta a comunidade cristã, tentando “fechar a porta para o espaço digital” que considera nocivo.

Reflexão sobre exclusão e representatividade digital

A criação de uma rede que bloqueia conteúdos LGBTQIA+ levanta questões profundas sobre o direito à diversidade e à inclusão no ambiente digital. Para a comunidade LGBTQIA+, a internet é um espaço vital de conexão, informação e afirmação de identidade. Projetos como a Radiant Mobile representam tentativas explícitas de silenciamento e exclusão, ameaçando a visibilidade e o acesso a recursos essenciais para pessoas LGBTQIA+.

Em tempos onde os debates sobre direitos humanos e diversidade estão mais evidentes, a existência de redes que promovem a censura seletiva evidencia que a luta por inclusão não é apenas social, mas também tecnológica e cultural. É fundamental que espaços digitais sejam seguros, plurais e acolhedores para todas as identidades, celebrando a diversidade ao invés de negá-la.

Para a comunidade LGBTQIA+, iniciativas como essa servem como alerta e chamada à mobilização para defender o acesso livre, seguro e respeitoso à internet, reconhecendo que a exclusão digital é uma forma moderna de opressão que impacta diretamente a vida, saúde mental e direitos de milhões de pessoas.

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