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Song Joong-ki reacende debate sobre dorama cult

Busca por Song Joong-ki cresce com redescoberta de 'Crônicas de Arthdal', série cara da Netflix que dividiu o público. Entenda o caso.
Song Joong-ki reacende debate sobre dorama cult

Busca por Song Joong-ki cresce com redescoberta de ‘Crônicas de Arthdal’, série cara da Netflix que dividiu o público. Entenda o caso.

Song Joong-ki voltou a subir nas buscas do Google no Brasil nesta segunda-feira (5), impulsionado por uma nova onda de interesse em Crônicas de Arthdal, dorama lançado em 2019 e hoje disponível na Netflix. A série, estrelada pelo ator sul-coreano, voltou ao radar por causa de matérias que resgataram seu orçamento bilionário em won e a fama de produção ambiciosa que não alcançou a audiência esperada.

O movimento faz sentido num país em que os k-dramas já deixaram de ser nicho há tempos. Sempre que um nome forte como Song Joong-ki reaparece associado a um título “injustiçado”, a curiosidade do público brasileiro cresce rápido — especialmente entre quem já conhece o astro por trabalhos como Vincenzo e procura algo fora do circuito mais óbvio da Netflix.

Por que Song Joong-ki está em alta no Brasil?

O gatilho do interesse foi a circulação de conteúdos sobre Crônicas de Arthdal, drama de fantasia protagonizado por Song Joong-ki e frequentemente lembrado como um dos k-dramas mais caros de sua época. De acordo com a imprensa internacional citada pela reportagem original, a produção custou 54 bilhões de wons, valor aproximado de R$ 214 milhões.

Esse número, por si só, já chama atenção. Mas o que realmente alimentou a conversa nas redes e nas buscas foi o contraste entre investimento e recepção: apesar da escala grandiosa, a série não teve o impacto de audiência que o mercado esperava. Segundo o Korea Herald, mencionado no conteúdo-base, a estreia registrou média de 5,8%, chegou a 6,8% e bateu pico de 7,7% no quarto episódio em sua exibição na tvN — índices considerados abaixo das expectativas para um projeto desse porte.

Em outras palavras, o nome de Song Joong-ki entrou em alta não por um lançamento inédito, mas por um fenômeno comum na cultura pop digital: a redescoberta de uma obra que fracassou comercialmente, mas segue ganhando defensores anos depois.

Vale a pena ver Crônicas de Arthdal hoje?

A premissa é tudo menos convencional. Ambientada na terra mítica de Arth, a trama se passa em um período marcado pelo fim da vida tribal e pelo surgimento das primeiras estruturas de civilização. No centro da história está Eunseom, personagem de Song Joong-ki, descrito como um jovem meio-humano e meio-neanthal cujo destino pode mudar o mundo.

A narrativa também acompanha Tagon, um guerreiro ambicioso que deseja dominar Arthdal, e Tanya, herdeira espiritual da tribo Wahan. O conflito se intensifica quando a tribo é atacada por soldados de Arthdal, e os sobreviventes são levados como escravizados para a cidade. Separado de Tanya e de seu povo, Eunseom parte em uma jornada de resgate enquanto lida com uma profecia ligada ao próprio nascimento.

O ponto central da discussão em torno da série está no ritmo. A própria avaliação reproduzida pela fonte destaca que Crônicas de Arthdal exige paciência no começo. É uma produção interessada em construir universo, regras, mitologia e alianças políticas antes de acelerar. Para parte do público, isso soou arrastado. Para outra, é justamente o que faz dela uma obra mais rica do que a média.

Fantasia, política e mitologia em vez de romance fácil

Quem chega esperando um dorama mais tradicional pode estranhar. Crônicas de Arthdal aposta em batalhas, disputa de poder, profecias e formação de civilizações, com menos preocupação em entregar gratificação imediata. Por isso, ela costuma agradar mais quem curte fantasia épica e narrativas políticas do que quem busca uma maratona leve.

Além de Song Joong-ki, o elenco reúne nomes conhecidos como Jang Dong-gun, Kim Ji-won, Kim Ok-vin e Jung Jae-won, reforçando o peso da produção. Mesmo com falhas de percurso, a série segue sendo lembrada como uma experiência diferente dentro do catálogo de doramas da Netflix.

O que esse sucesso tardio diz sobre os doramas?

No Brasil, a ascensão dos k-dramas mudou a forma como o público consome séries asiáticas. Títulos antes vistos como “difíceis” passaram a encontrar novas audiências graças ao streaming, ao boca a boca e à força dos fandoms. Isso inclui espectadores LGBTQ+ que frequentemente se conectam com universos de fantasia, personagens outsiders e narrativas sobre pertencimento, identidade e poder — temas que também aparecem, ainda que indiretamente, em Crônicas de Arthdal.

Embora a série não seja apresentada como uma obra LGBTQ+, o interesse da comunidade por produtos culturais fora do eixo hollywoodiano faz parte desse cenário. Há um apetite crescente por narrativas menos previsíveis, visualmente ambiciosas e abertas a leituras simbólicas. E Song Joong-ki, como estrela internacional já consolidada, acaba funcionando como porta de entrada para esse tipo de descoberta.

Na avaliação da redação do A Capa, o caso de Song Joong-ki e Crônicas de Arthdal mostra como audiência inicial nem sempre define o valor cultural de uma obra. Em tempos de algoritmo, muitas séries ganham segunda vida quando encontram o público certo — e isso vale especialmente no Brasil, onde os doramas deixaram de ser tendência passageira para se tornar hábito de consumo pop.

Perguntas Frequentes

Por que Song Joong-ki está em alta hoje?

Porque matérias sobre a redescoberta de Crônicas de Arthdal voltaram a circular, reacendendo o interesse do público brasileiro pelo ator e pela série na Netflix.

Quanto custou Crônicas de Arthdal?

Segundo a imprensa internacional citada pela reportagem-base, o dorama teve orçamento de 54 bilhões de wons, cerca de R$ 214 milhões.

Crônicas de Arthdal foi um fracasso?

Em audiência, ficou abaixo das expectativas do mercado para uma produção tão cara. Ainda assim, parte do público e da crítica a vê como uma obra subestimada.


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