Drag queen iconiza cultura do Pará ao vibrar com ritmo popular das festas de aparelhagem
Pabllo Vittar, uma das maiores artistas pop do Brasil e ícone drag queen com milhões de seguidores pelo mundo, protagonizou um momento especial em sua passagem por Belém, no Pará. Após se apresentar na noite do sábado (16), a cantora compartilhou em seus stories no Instagram uma sequência de vídeos onde dança o contagiante “rock doido”, ritmo típico das festas de aparelhagem paraenses que mistura batidas eletrônicas aceleradas e uma energia vibrante e coletiva.
O que é o “rock doido” e sua importância cultural
Apesar do nome, o “rock doido” não tem relação direta com o rock tradicional, mas é uma expressão popular que representa um fenômeno cultural ligado ao tecnobrega, muito forte na região amazônica. Caracterizado por sua batida intensa, luzes coloridas, danças frenéticas e um clima de celebração comunitária, esse ritmo se tornou uma das marcas das festas de aparelhagem, que reúnem multidões nas periferias paraenses e ganharam destaque nacional recentemente.
Para Pabllo Vittar, dançar o “rock doido” em Belém não é apenas uma performance, mas um gesto de conexão afetiva e reconhecimento de suas raízes culturais. A artista, nascida no Maranhão, viveu boa parte da infância no Pará, incluindo cidades como Santa Izabel do Pará, Castanhal e Ananindeua, além da capital Belém, onde construiu fortes laços afetivos e culturais.
Uma trajetória marcada pela conexão com o Pará
Em entrevistas e aparições públicas, Pabllo já destacou a importância do Pará em sua formação pessoal e artística. Em 2024, no programa Altas Horas, ela revelou sua história de vida e o quanto o estado amazônico é parte essencial de sua identidade. “O Pará está nas minhas raízes”, afirmou com orgulho.
Além de incorporar referências nortistas em suas músicas e shows, a cantora também reforça essa ligação por meio de gestos simbólicos, como a dança do “rock doido” em suas redes sociais, celebrada calorosamente pelos fãs paraenses que se sentem representados e abraçados por essa homenagem cultural.
O impacto do gesto para a comunidade LGBTQIA+ e cultural
O movimento de Pabllo Vittar ao abraçar o “rock doido” vai além do entretenimento; representa uma valorização das manifestações culturais locais, muitas vezes marginalizadas, e reforça o papel da arte como ferramenta de inclusão e empoderamento. Para a comunidade LGBTQIA+ do Pará e do Brasil, ver uma artista drag queen de destaque mundial enaltecendo elementos da cultura regional é um ato de visibilidade e resistência que inspira orgulho e pertencimento.
Com sucessos como “K.O.”, “Corpo Sensual” e “Amor de Quê”, Pabllo Vittar segue como uma referência artística que une diversidade, cultura popular e identidade amazônica, construindo pontes entre diferentes públicos e territórios.
Este momento em Belém nos lembra como a cultura LGBTQIA+ e as expressões populares podem se entrelaçar para fortalecer laços comunitários e afirmar a riqueza da diversidade brasileira. Celebrar o “rock doido” com Pabllo é celebrar o Pará, suas cores, sons e a energia pulsante das ruas que acolhem a todos com autenticidade e amor.
Que tal um namorado ou um encontro quente?


