Clássico metal dos games entra para a Biblioteca do Congresso, ao lado de Beyoncé e Taylor Swift
O icônico soundtrack do videogame Doom, lançado em 1993, acaba de ser oficialmente reconhecido como um patrimônio cultural pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. A trilha, composta por Bobby Prince, une a potência do metal à atmosfera dos jogos eletrônicos, conquistando um lugar ao lado de artistas como Beyoncé, Taylor Swift e a banda Weezer.
Doom e a revolução do metal nos games
Doom marcou época ao trazer uma experiência de jogo violenta e acelerada, embalada por uma trilha sonora pesada e cheia de riffs inspirados em bandas de metal. John Romero, cofundador da id Software, revelou que a equipe era formada por metalheads apaixonados, e que isso influenciou diretamente a criação da música do jogo. Ele comentou como o metal era presença constante em sua juventude, desde as viagens de ônibus até as sessões de composição.
Para criar o som único de Doom, Bobby Prince estudou uma ampla gama de estilos metal, desde o thrash do Slayer até o som mais grunge de Alice In Chains. Essa mistura resultou em uma trilha sonora que não só embalava a ação frenética do jogo, mas também servia como porta de entrada para muitos jovens ao universo do metal.
O impacto cultural da trilha sonora
O reconhecimento da trilha sonora de Doom na Biblioteca do Congresso destaca sua importância cultural, histórica e estética, refletindo a influência duradoura que o jogo e sua música tiveram na cultura pop e no cenário musical. Músicos como Davyd Winter-Bates, do Bury Tomorrow, creditam sua paixão por riffs pesados ao contato com a música do game, mostrando como o metal transcende formatos e gera conexões profundas.
Além de Doom, a lista deste ano inclui o álbum de estreia do Weezer, o single “Single Ladies” de Beyoncé e o álbum “1989” de Taylor Swift, demonstrando a diversidade de gêneros que compõem a memória musical americana.
Legado e futuro
Desde seu lançamento, Doom se transformou em uma franquia multimídia, incluindo filmes e novas edições do jogo, sempre mantendo a essência metal que o tornou um marco. O reconhecimento oficial reforça como a trilha sonora não é apenas um complemento, mas um protagonista na experiência do jogo.
Para a comunidade LGBTQIA+, essa valorização do metal em diferentes plataformas reforça a diversidade e a inclusão dentro do gênero, que sempre acolheu identidades variadas e promoveu um espaço de resistência e expressão. Doom, com sua trilha sonora, é um exemplo claro de como a cultura pop pode ser um veículo poderoso para a representatividade e o empoderamento.
Celebrar essa conquista é também reconhecer a força da música pesada como linguagem universal, capaz de unir pessoas de todas as origens e orientações em torno de uma paixão compartilhada. O metal, em suas diversas formas, continua a ser um espaço vital para a comunidade LGBTQIA+, trazendo autenticidade, coragem e liberdade.
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